
Eu entendo. A gente cresce querendo ser vista, reconhecida, aprovada. É humano. É necessário. Uma criança que não recebe validação suficiente vai buscar ela em algum lugar e carrega essa busca para a vida adulta, muitas vezes sem perceber que ainda está fazendo isso.
Mas tem um problema quando o lugar que você escolhe para buscar essa validação é exatamente o lugar que nunca vai te dar.
Os lugares secos que a gente insiste em voltar
A família que sempre teve um jeito diferente de te enxergar que nunca soube reconhecer do jeito que você precisava, que tinha uma régua que você nunca conseguia alcançar, não importa o quanto tentasse.
O relacionamento onde você nunca parece suficiente. Onde você faz, se dedica, se doa e ainda assim sente que falta alguma coisa, que você poderia ter feito melhor, que o problema deve ser você.
O ambiente de trabalho onde a crítica é constante e o reconhecimento é raro. E você começa a acreditar que o problema é você. Que você trabalha mal. Que você não dá conta. Que se fosse diferente, melhor, mais, talvez dessa vez fosse diferente.
E você vai tentando mais. Se esforçando mais. Se moldando mais. Achando que a validação está a um passo que dessa vez vai chegar.
Mas não chega.
O que está acontecendo de verdade
Não é sobre o que você faz. É sobre o lugar onde você está buscando.
Porque tem pessoas e ambientes que simplesmente não têm o que você precisa para dar. Não porque você não merece, você merece. Mas porque eles não têm. E você pode passar a vida inteira pedindo água numa fonte seca, com uma dedicação enorme, uma persistência admirável e continuar com sede.
Jung descrevia esse movimento como uma projeção: a gente coloca no outro a responsabilidade de completar algo que só pode ser construído por dentro. E enquanto o outro não cumpre esse papel, porque nunca vai conseguir cumprir da forma que a gente precisa, a ferida permanece aberta.
O que vai embora e o que fica
Enquanto você está olhando para fora esperando alguém te dizer que você é suficiente, você esquece de perguntar o que você mesma pensa sobre você. A validação interna vai sendo deixada de lado, porque virou mais fácil buscar do que construir. Porque construir exige se olhar. Exige questionar. Exige acreditar, antes de ter prova.
Mas é a validação interna que sustenta. É ela que não some quando o chefe critica, quando a família não entende, quando o relacionamento drena. É ela que fica quando tudo o mais falha, porque não depende de ninguém além de você para existir.
A validação externa pode vir. Pode ser boa quando vem. Mas ela nunca vai ser suficiente se a interna não estiver lá.
A pergunta que importa
A pergunta não é como fazer os outros te validarem. É quando você vai começar a se validar.
Essa é uma das perguntas mais difíceis, e mais transformadoras, que uma mulher pode fazer para si mesma. E respondê-la de verdade, com honestidade e sem atalhos, é exatamente o tipo de trabalho que acontece num processo terapêutico.
Se você se reconheceu aqui e sente que está na hora de começar a construir essa validação por dentro, me encontre pelo abaixo.
Thainá
Quem sou eu?

Lilia Santos Bispo
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06/176646
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Psicóloga Lília Bispo
CRP 06/176646
Trabalho com uma escuta sensível e fundamentada na psicanálise, oferecendo um espaço acolhedor, respeitoso a sua singularidade, e seguro para que você possa se expressar livremente.
Acredito que o processo terapêutico é uma jornada de autoconhecimento e fortalecimento emocional. Através do vínculo construído em cada sessão, vamos juntos(as) olhar para suas experiências, compreender os sentidos da sua história e desenvolver seu potencial de transformação e crescimento.
Se você sente que é hora de cuidar de si, estou aqui para te acompanhar nesse caminho com empatia e profissionalismo.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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