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Autocuidado não é banheira de espuma: o que ninguém te conta sobre se cuidar de verdade

9 de set. de 2026

Nilcimary Romera Santos Lapa

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Autocuidado

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Se você pesquisar "autocuidado" na internet, provavelmente vai encontrar imagens de banheiras cheias de espuma, velas aromáticas, chás relaxantes e frases como "se ame primeiro". E não, não há nada de errado com esses momentos — eles têm, sim, seu valor.

Mas quando o autocuidado vira sinônimo apenas de mimos pontuais, a gente perde de vista algo muito mais importante: autocuidado, no sentido mais profundo, é sobre as escolhas difíceis que fazemos por nós mesmas todos os dias — não apenas os momentos de descanso ocasionais.

 

O autocuidado que ninguém posta

Existe um tipo de autocuidado que não rende foto bonita, mas que é, na verdade, o mais transformador. É:

  • Dizer "não" para um compromisso, mesmo sabendo que vai desagradar alguém
  • Ir dormir mais cedo em vez de terminar aquela série, porque seu corpo está pedindo descanso
  • Procurar ajuda profissional antes que a situação vire uma crise
  • Sair de uma conversa que está te fazendo mal, mesmo sem terminar de "resolver" o assunto
  • Reconhecer que você errou, sem se afundar em autopunição
  • Comer algo nutritivo mesmo quando bateria vontade de pular a refeição por ansiedade

Esse tipo de cuidado é menos glamouroso, mas é o que sustenta, de fato, o bem-estar no dia a dia.

 

Por que é tão difícil se cuidar assim

Se cuidar de verdade frequentemente significa desapontar expectativas — as dos outros e, muitas vezes, as suas próprias. Fomos socializadas, especialmente nós mulheres, a colocar as necessidades alheias antes das nossas, a interpretar descanso como preguiça e limites como egoísmo.

Por isso, autocuidado real costuma vir acompanhado de um sentimento desconfortável: a culpa. E é importante nomear isso, porque a culpa não significa que você está fazendo algo errado — muitas vezes significa apenas que você está fazendo algo novo, algo que rompe com um padrão antigo.

 

Perguntas para guiar seu autocuidado

Da próxima vez que for pensar em se cuidar, tente ir além do "o que me faz bem agora" e pergunte também:

  1. O que meu corpo está pedindo, além do que minha mente está exigindo?Muitas vezes seguimos no automático ignorando sinais de cansaço, fome ou tensão.
  2. Essa escolha está alinhada com quem eu quero ser, ou só está aliviando um desconforto momentâneo?Nem todo alívio imediato é cuidado — às vezes é só fuga.
  3. Eu faria essa mesma recomendação para uma amiga que eu amo?Se a resposta for sim, talvez seja hora de aplicar a mesma gentileza a si mesma.
  4. Isso é sustentável, ou é só um curativo temporário?Autocuidado de verdade constrói uma base — não apenas tapa um buraco.

Um lembrete importante

Autocuidado não é sobre perfeição, rotina impecável ou disciplina rígida. Também não significa colocar sempre você em primeiro lugar, ignorando quem está ao seu redor — é sobre encontrar um equilíbrio mais honesto entre cuidar de si e cuidar dos seus vínculos.

Alguns dias, autocuidado vai parecer um banho quente e um chá. Em outros, vai parecer uma conversa difícil que você finalmente teve coragem de ter. Ambos são válidos — o que importa é que a escolha venha de um lugar de escuta genuína a si mesma, e não de uma cobrança externa disfarçada de bem-estar.

 

Um convite para essa semana

Escolha uma única decisão pequena — pode ser dizer não a algo, descansar sem culpa, ou procurar ajuda que você vem adiando — e trate essa escolha como um ato de cuidado, não como fraqueza.

Se você sente que está no limite há um tempo e não sabe mais por onde começar a se cuidar, talvez seja hora de conversar com alguém sobre isso.

Estou por aqui.

 

Com carinho, Nilcimary Romera

Quem sou eu?
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Lara Camino Meloni

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Olá! Meu nome é Lara e sou formada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Psicologia Analítica. Atualmente estou cursando uma pós-graduação em Psicologia Clínica e um Aprimoramento em Atendimento Clínico pela PUC.

Atuo como psicoterapeuta nas modalidades online e presencial em São Paulo com experiência em atendimento para crianças, adultos e idosos nos temas de transtorno alimentar, ansiedade, depressão, luto e dificuldades no trabalho e nos relacionamentos. Também tenho dedicado leituras focadas para o desenvolvimento e saúde mental das mulheres.

Desde que comecei a faculdade sempre fui engajada com muitos projetos:

- Participei do grupo de Neurociência da Educação do Mackenzie auxiliando em pesquisas de mestrado e doutorado e da escrita de capítulos de livros com professores;
- Apresentei uma iniciação científica em um Congresso de Neurociência;
- Fiz parte de grupos de estudo como fenomenologia, psicologia e cinema e psicologia analítica;

Depois de formada:
- Atendi por dois anos casos de psicoterapia e de triagem;
- Atuei como redatora com foco na produção de conteúdos de psicologia;
- Estruturei cursos na área da psicologia analítica;
- Conclui a certificação em Práticas em Orientação Profissional Clínica;

Estou muito animada para te conhecer!
Aqui você tem um espaço de muito acolhimento: vamos dialogar?

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