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Como a ciência explica a ansiedade

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2 de jul. de 2026

Mary Ellen da Paz Brito

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Psicoterapia

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Ansiedade: quando o corpo tenta nos proteger, mas o alerta nunca desliga

É comum ouvirmos alguém dizer: “estou ansioso”. Em muitos casos, a ansiedade faz parte da vida. Ela aparece antes de uma entrevista de emprego, de uma prova importante ou de uma mudança significativa. Nessas situações, essa emoção tem uma função adaptativa: preparar o organismo para lidar com desafios.

O problema surge quando esse estado de alerta deixa de ser temporário e passa a fazer parte da rotina. O coração acelera sem um perigo real, os pensamentos parecem não encontrar descanso, o sono fica prejudicado e tarefas simples começam a exigir um esforço enorme. Nesses momentos, a ansiedade deixa de ser apenas uma resposta natural e passa a gerar sofrimento.

Do ponto de vista biológico, a ansiedade também envolve a ativação do sistema nervoso autônomo, especialmente da resposta conhecida como “luta ou fuga”. Esse mecanismo foi essencial para a sobrevivência humana ao longo da evolução, mas, na vida moderna, muitas vezes é acionado diante de preocupações, conflitos ou pressões cotidianas, como se o cérebro interpretasse essas experiências como ameaças reais.

Outro aspecto importante é que muitas pessoas acreditam que controlar a ansiedade significa nunca mais senti-la. Na prática, esse objetivo é pouco realista. A ansiedade é uma emoção humana e necessária. O que buscamos na psicoterapia é desenvolver estratégias para reconhecê-la, compreender seus gatilhos e responder a ela de maneira mais flexível, reduzindo o sofrimento e ampliando a sensação de autonomia.

Entre as intervenções com evidências científicas estão a psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, técnicas de respiração e relaxamento, prática regular de atividade física, higiene do sono e o fortalecimento da rede de apoio. Em alguns casos, a avaliação médica para uso de medicação também pode ser indicada.

Cuidar da ansiedade não significa eliminar todas as incertezas da vida. Significa aprender que é possível conviver com elas sem que elas determinem nossas escolhas ou limitem nossa forma de viver.

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Thainara Araujo Oliveira

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Psicóloga de Fortaleza, cuido de jovens e adultos que estão sentindo o peso da vida profissional: esgotamento, sobrecarga, dilemas de carreira e aquele sentimento de que o trabalho tem engolido tudo. Através da Terapia Cognitivo-Comportamental, ajudo meus pacientes a reencontrarem equilíbrio, saúde emocional e qualidade de vida.

Acredito que a terapia é um respiro necessário em meio à correria, um espaço de pausa, de escuta e reconstrução, vamos juntos? 🤍

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 80,00

/

50 minutos

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