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Como saber se sou autista?

Quando a pergunta sobre o autismo também é uma pergunta sobre quem você é

8 de ago. de 2026

Andre Motta da Silva

00:00 / 01:04
Psicoeducação

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Talvez você tenha chegado aqui depois de pesquisar essa pergunta pela décima vez.

Você observa outras pessoas, percebe algumas coisas em si mesmo e começa a pensar: por que para todo mundo parece tão natural e para mim não?

Talvez sejam as conversas. O contato visual. O barulho. A necessidade de ficar sozinho depois de passar algum tempo com outras pessoas. A dificuldade de entender certas regras sociais que parecem óbvias para todo mundo.

E então surge a pergunta: será que sou autista?

Mas talvez exista uma pergunta anterior que mereça ser feita.

 

O que exatamente você está tentando compreender sobre si mesmo?

Será que tem alguma coisa errada comigo?

 

Sentir-se diferente, observar os outros para aprender como agir e se portar no mundo, precisar atuar o tempo todo, o famoso "masking", e sempre se sentir exausto com tudo isso Às vezes, antes de perguntarmos qual é o nosso diagnóstico, passamos anos tentando descobrir por que não conseguimos ser como todo mundo.

 

Você se reconhece nisso?

  • Você sente que precisa observar outras pessoas para saber como deveria se comportar?
  • Conversas sociais parecem exigir mais energia do que deveriam?
  • Você percebe estímulos que outras pessoas parecem ignorar?
  • Precisa de momentos de isolamento para se recuperar?
  • Tem interesses pelos quais consegue passar horas profundamente envolvido?
  • Algumas regras sociais parecem arbitrárias ou difíceis de compreender?
  • Você sente que passa boa parte do tempo tentando parecer mais "normal"?

Nada disso, isoladamente, significa que uma pessoa seja autista. Essas experiências podem aparecer por diferentes razões e também fazem parte da experiência de pessoas que não estão no espectro.

 

Talvez uma das perguntas mais importantes não seja apenas 'sou autista?', mas 'quem eu precisei aprender a ser para conseguir viver entre outras pessoas?

 

Você aprendeu a sorrir quando não achava graça?

Aprendeu a olhar nos olhos porque disseram que precisava?

Aprendeu a esconder aquilo que te incomodava?

Aprendeu a copiar o comportamento dos outros?

Aprendeu a dizer "está tudo bem" quando não estava?

 

Reflita, Quem eu precisei ser para conseguir pertencer?

 

Existe também uma possibilidade que pode assustar: e se você investigar tudo isso e descobrir que não é autista?

Isso significa que você inventou aquilo que sente?

Não.

O sofrimento que fez você procurar uma resposta continua existindo. A sensação de não pertencimento continua sendo real. A dificuldade nas relações continua merecendo ser compreendida.

Um diagnóstico pode ajudar a explicar uma experiência. Mas ele não é a única maneira de dar significado a ela.

 

Talvez você esteja procurando uma resposta, mas também esteja procurando permissão

Às vezes, procurar um diagnóstico também é procurar uma autorização para finalmente parar de se culpar.

Talvez você queira descobrir que é autista para finalmente poder dizer:

 

'não era preguiça'.
'Não era frescura.'
'Não era falta de esforço.'
'Eu realmente estava tendo dificuldade.'

 

Mas será que você precisa de um diagnóstico para começar a tratar suas próprias dificuldades com gentileza?

 

Você é muito mais do que qualquer diagnóstico que possa receber.

  • quem você ama;
  • o que valoriza;
  • como se relaciona;
  • aquilo que cria;
  • aquilo que deseja construir;
  • como gostaria de existir no mundo.

Talvez descobrir se você é autista faça parte da sua história. Mas não precisa se tornar a história inteira.

Talvez você realmente esteja no espectro. Talvez não.

Talvez essa seja uma pergunta que mereça uma investigação cuidadosa, e não uma resposta encontrada em uma lista na internet.

Mas enquanto procura essa resposta, existe outra pergunta que você pode começar a fazer:

Que partes de mim passei a vida inteira tentando esconder para conseguir parecer normal?

Talvez você descubra que algumas delas não precisam mais ser escondidas.

 

A terapia não precisa começar com a certeza sobre quem você é. Às vezes, ela começa justamente com a coragem de admitir que você ainda não sabe.

 

 

Elize Motta da Silva
Psicóloga | CRP 12/30279

📷 Instagram: @elize.psi
💬 WhatsApp: (48) 99145-7394
🌐 Terappia: https://www.terappia.com.br/psi/andre-motta-da-silva

 

 

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Você merece se sentir bem consigo mesmo, compreender suas emoções e viver relações mais saudáveis.

E ás vezes, a ansiedade, as inseguranças e as dificuldades nos relacionamentos tornam a rotina mais pesada do que gostaríamos. Em meio a tantos sentimentos e cobranças, pode ser difícil entender o que está acontecendo e encontrar novas formas de lidar com tudo isso. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho.

Sou Júlia Neves, psicóloga clínica, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neurociência e Comportamento.

Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento, no qual você possa falar sobre suas experiências sem julgamentos, compreender seus pensamentos e emoções e desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.

Acredito que a terapia é um processo de autoconhecimento e transformação, que permite construir novas perspectivas, fortalecer sua autonomia e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.

Dar o primeiro passo pode ser desafiador, mas você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser o início de uma nova forma de olhar para si e para a sua história.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

50 minutos

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