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Compulsão alimentar

quando a comida vira tentativa de aliviar o que dói

12 de fev. de 2026

00:00 / 01:04
Psicoterapia

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A compulsão alimentar não tem a ver apenas com fome ou falta de controle. Muitas vezes, ela aparece como uma tentativa de lidar com emoções difíceis, como ansiedade, tristeza, solidão, culpa ou sensação de vazio. A comida, nesse momento, funciona como um alívio rápido, mas que logo depois pode vir acompanhado de culpa e sofrimento.

 

Diferente de simplesmente comer mais em alguns dias, a compulsão costuma vir com a sensação de não conseguir parar, mesmo sem fome física. Depois, surgem pensamentos de autocrítica, promessas de compensação ou restrições muito rígidas, que acabam alimentando um ciclo difícil de romper.

 

É importante entender que a relação com a comida quase sempre fala também da relação que a pessoa tem consigo mesma. Excesso de cobrança, dificuldade em reconhecer limites emocionais e a busca constante por controle podem aparecer nesse processo. Por isso, olhar apenas para a alimentação, sem considerar o que está sendo vivido emocionalmente, costuma não ser suficiente.

 

O cuidado começa quando o olhar deixa de ser punitivo e passa a ser mais curioso e acolhedor: o que está acontecendo antes desses episódios? O que a comida está tentando silenciar? Aos poucos, é possível construir outras formas de lidar com as emoções, sem que o corpo precise carregar sozinho esse sofrimento.

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