
O desejo não é sobre o que se tem vontade de fazer de forma consciente, mas é aquilo que nos move. Quantas vezes você já chegou perto daquilo que queria e ai de alguma maneira essa coisa se tornava impossível? O que você fazia depois disso? sustentava, se sabotava, recuava ou evitava?
O desejo ao se realizar torna-se palpável, mas perde aquilo que mais gostamos dele, a sua idealização de completude. Na realidade, ele se complexifica, proporciona uma satisfação incompleta que junto a ela vem algo real que angustia e não tem um nome exato, é algo que escapa .
O cuidado, além de ser um alerta, serve como atenção, dedicação e afeto ao que se deseja. Sustentar essa posição é encarar a incompletude da vida, é viver uma versão mais satisfatória e real de si. Quando se REALiza e se torna concreto, imperfeito isso mostra que o desejo não tem fim, mas a satisfação sim, esta nunca preenche tudo para sempre.
E talvez seja isso que assuste, entretanto esse vazio que fica é o mesmo que permite que continue desejando, em outras palavras, VIVA. Por isso o cuidado, o alerta e o manuseio do desejo importa. Sustentar o desejo requer encarar a sua satisfação é limitada, mas também é viver e desejar ilimitadamente.
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