
Você ja apresentou ele para a sua família e assumiu nas redes sociais. Ouviu críticas e, mesmo assim, defendeu. Perdoou as primeiras grosserias, as humilhações e até a terceira traição. Chorou escondido para ninguém ver, se sentiu pequena e ouviu que era exagerada, dramática e que a forma como ele te tratava era culpa sua.
Você investiu tempo, esperança e a versão de você que acreditava que ele ia mudar, mas absolutamente nada mudou.
Lá no fundo, uma voz começa a sussurrar que isso não vai melhorar. Ainda assim você pensa: "Depois de tudo que eu já aguentei? Depois de tudo que eu já fiz por nós? Como eu vou sair disso agora? E se eu não encontrar ninguém depois dele?"
Muitas mulheres permanecem por vergonha, por medo de admitir que não era amor, por não suportarem a ideia de que doeu à toa e pelo medo de ficarem sozinhas.
Mas tentar recuperar emocionalmente o que já foi perdido custa a sua saúde mental. Permanecer não transforma desrespeito em cuidado, humilhação em afeto ou traição em compromisso.
Sair disso não é fracasso. É se amar muito.





