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Validação emocional não é concordar

É reconhecer o que existe, sem precisar apagar

6 de mai. de 2026

Gustavo Gonçalves Oliveira

00:00 / 01:04
Psicoeducação

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Muita gente confunde validação com passar a mão na cabeça. Como se validar fosse dizer que o outro está certo em tudo ou reforçar qualquer reação. Não é isso. Validar é reconhecer que existe uma emoção ali, que aquilo faz sentido dentro da história da pessoa, mesmo que você não concorde com o comportamento.

 

Na prática, o que mais acontece é o oposto. A emoção aparece e vem junto uma tentativa de corrigir, minimizar ou resolver rápido. “Não é tudo isso”, “podia ser pior”, “é só não pensar nisso”. A intenção pode até ser boa, mas o efeito costuma ser o de silenciar o que a pessoa está sentindo. E, quando isso se repete, ela aprende a não se mostrar.

 

A validação começa em algo simples, mas que faz diferença: escutar sem interromper, nomear o que está acontecendo, reconhecer o impacto. Dizer algo como “imagino que isso tenha sido difícil” não resolve o problema, mas cria um espaço onde a emoção pode existir sem ser julgada ou descartada.

 

Isso vale também para a forma como a gente se trata. Muita gente invalida o próprio sentir o tempo todo. Se cobra por estar triste, se critica por sentir medo, tenta racionalizar tudo para não entrar em contato com o desconforto. Com o tempo, vai se afastando do que sente, como se algumas emoções não fossem permitidas.

 

Validar não significa se afundar na emoção. Significa permitir que ela seja reconhecida para, então, poder ser elaborada. Quando algo é constantemente negado, tende a voltar com mais força. Quando é acolhido, costuma encontrar um caminho de saída mais natural.

 

No fim, validação não é sobre concordar com tudo.


É sobre não tratar o que o outro, ou você mesmo, sente como se fosse errado existir.

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