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Depois do medo, vem o mundo.

Nem sempre o desconhecido é ameaça. Às vezes, ele é apenas o início de algo que ainda não tivemos coragem de viver.

26 de mai. de 2026

Maria Emanoella Feitosa Freire

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Saúde mental

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Muitas vezes, o medo aparece antes mesmo da experiência. Ele cria cenários, levanta dúvidas, faz parecer impossível aquilo que ainda nem começou.

 

E, por isso, acabamos adiando decisões, encontros, mudanças e até versões nossas que desejam existir.

Mas existe algo importante: o medo nem sempre é sinal de que devemos parar.

Às vezes, ele apenas anuncia que estamos diante de algo novo. Há caminhos que só se revelam depois do primeiro passo. Há descobertas que só acontecem quando atravessamos o receio de não saber exatamente o que virá.

 

O desconhecido assusta porque não pode ser controlado. Mas também é nele que mora a possibilidade de transformação. Muitas vezes, só depois de atravessar o receio percebemos que do outro lado havia caminho.

Não porque deixou de existir insegurança, mas porque, apesar dela, seguimos. E talvez crescer seja justamente isso: não esperar o medo desaparecer, mas compreender que a vida também acontece enquanto tentamos.

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