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Distrações não curam feridas emocionais.

Por: Daniele Resende | Psicóloga e Psicanalista

30 de mai. de 2025

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Saúde mental

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Imagine que você tem um corte profundo que precisa de pontos para cicatrizar corretamente.

Se, em vez disso, você apenas colocasse um curativo, ele poderia até estancar o sangue por um tempo… mas não fecharia a ferida da forma adequada. Com o tempo, o corte poderia infeccionar ou se abrir novamente — porque a solução escolhida foi superficial e temporária.

Essa metáfora também se aplica às nossas dores emocionais.

Muitas vezes, diante de um sofrimento interno, tentamos encontrar alívio em soluções rápidas: mergulhar em distrações, ouvir conselhos prontos, se afundar no trabalho, consumir redes sociais ou iniciar novos relacionamentos. Em resumo: nos jogamos em qualquer coisa para não lidar com o que realmente estamos sentindo.

Só que, assim como acontece com a ferida física, o problema emocional não desaparece por conta própria. Ele pode até parecer controlado por um tempo, mas continua ali, silencioso — e pode voltar a doer com força quando menos esperamos.

Então, o que fazer com essas dores?

A análise é um espaço onde é possível olhar para essas feridas com cuidado, acolher o que dói e construir novos caminhos. Diferente das soluções imediatas, esse é um processo que não apenas estanca a dor, mas que permite uma cicatrização mais íntegra.

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