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Emoções difíceis não são inimigas: Aprendendo a acolher o que sentimos

O caminho para uma relação mais compassiva com o que você sente

4 de jun. de 2026

Gabriela de Souza Corrêa

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Saúde mental

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Quantas vezes você já tentou "desligar" uma emoção que parecia grande demais? Engoliu um choro, forçou um sorriso ou ficou horas tentando explicar racionalmente por que não deveria se sentir daquele jeito?

Se isso parece familiar, saiba que você não está sozinho. E que talvez esteja travando uma batalha desnecessária consigo mesmo.

O Erro Que Todos Cometemos

Desde cedo, aprendemos a classificar as emoções em "boas" e "ruins". Alegria, entusiasmo e tranquilidade são bem-vindas. Tristeza, raiva, medo e angústia precisam ser controladas, escondidas ou eliminadas o quanto antes.

O problema é que, ao tentar suprimir uma emoção, não a fazemos desaparecer. Ela continua lá, muitas vezes ganhando força nos bastidores, até explodir de formas que não esperamos.

A ansiedade, por exemplo, frequentemente cresce justamente quando tentamos ignorá-la.

O Que a Gestalt-Terapia Nos Ensina Sobre Isso

Na Gestalt-terapia, as emoções são vistas como mensagens do organismo, respostas legítimas a situações que vivemos. Elas não precisam ser combatidas. Precisam ser escutadas.

Quando sentimos medo, nosso sistema nervoso está sinalizando que algo importante está em jogo. Quando sentimos tristeza, estamos processando uma perda. Quando sentimos raiva, algo que importa para nós foi ameaçado.

Cada emoção, por mais desconfortável que seja, carrega uma função. Tentar apagá-la antes de entender o que ela diz é como desligar um alarme de incêndio sem verificar se há fogo.

Acolher Não Significa Ser Dominado

Uma dúvida muito comum é: "Mas se eu deixar a emoção aparecer, não vou me perder nela?"

Acolher uma emoção é diferente de ser arrastado por ela. Significa criar um espaço interno onde você consegue observar o que sente, sem se identificar completamente com aquilo.

Na prática, é a diferença entre pensar "estou com raiva", como se a raiva fosse tudo que você é, e perceber "estou sentindo raiva agora", reconhecendo a emoção como algo que passa por você, não como sua identidade.

Essa pequena mudança de perspectiva pode transformar bastante a sua relação com o que sente.

Alguns Passos Para Começar

Você não precisa de anos de terapia para começar a praticar isso. Aqui vão alguns pontos de partida:

Nomeie o que sente. Quando uma emoção aparecer, tente identificá-la: "Isso que estou sentindo é ansiedade? É tristeza? É frustração?" Nomear já cria uma certa distância saudável.

Perceba no corpo. As emoções têm endereço físico. Um nó na garganta, aperto no peito, peso nos ombros. Onde no corpo você sente essa emoção agora?

Pergunte: o que essa emoção está tentando me dizer? Em vez de afastá-la, tente se aproximar com curiosidade. Pode haver uma necessidade não atendida ali.

Resista ao impulso de resolver imediatamente. Muitas vezes, a emoção só precisa ser sentida, não resolvida. Permita que ela exista por alguns instantes, sem ação imediata.

O Começo de Uma Nova Relação Consigo Mesmo

Aprender a acolher as próprias emoções é um processo e não precisa ser feito sozinho.

A psicoterapia, especialmente na abordagem gestáltica, oferece um espaço seguro para você entrar em contato com o que sente, compreender seus padrões e desenvolver uma relação mais compassiva consigo mesmo.

Se você sente que suas emoções estão difíceis de lidar, que a ansiedade tem tomado conta ou que simplesmente quer se conhecer melhor, pode ser o momento certo de dar esse passo.

Estou disponível para uma sessão de terapia onde podemos explorar juntos o que você tem sentido. Entre em contato e agende a sua.

Quem sou eu?
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Guilherme Santos Novaes

CRP:

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Atendimento:

Online

Sou psicólogo, e minha prática é guiada pela psicologia histórico-cultural, uma abordagem que entende que não existimos isolados de nossa história, das relações que construímos e do contexto em que vivemos. Isso significa que, no nosso trabalho juntos, olhamos não só para o que você sente, mas para as experiências e vivências que moldaram esse sentir.

Atendo adultos em geral, com queixas como ansiedade, depressão, momentos de transição e busca por autoconhecimento, além de ter atenção especial a públicos como universitários e pessoas LGBTQIA+, cujas trajetórias muitas vezes pedem um olhar mais atento às particularidades do que estão vivendo.

Acredito em um espaço terapêutico acolhedor, sem julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para pensar sobre sua própria história e construir, aos poucos, novos sentidos para ela.

Se você sente que é hora de conversar sobre o que está vivendo, será um prazer caminhar junto com você nesse processo.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 40,00

/

50 minutos

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