
Entendendo o transtorno de escoriação: causas, sintomas e tratamento psicológico
Entendendo o transtorno de escoriação: causas, sintomas e tratamento psicológico
17 de set. de 2026
Marketing - Terappia
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- • O transtorno de escoriação, também conhecido como dermatillomania, envolve comportamento compulsivo de coçar ou arrancar a pele, prejudicando a autoestima.
• A psicoterapia, especialmente a TCC, é fundamental para entender os gatilhos, controlar impulsos e promover a recuperação emocional do paciente.
• Sinais físicos incluem feridas, crostas e marcas, acompanhados de ansiedade, vergonha e isolamento social, dificultando o diagnóstico precoce.
• O tratamento multidisciplinar, incluindo apoio psicológico e cuidados com a pele, ajuda a reduzir os sentimentos de vergonha e controlar os impulsos.

Entendendo o transtorno de escoriação: causas, sintomas e tratamento psicológico
O transtorno de escoriação, também conhecido como dermatillomania, é um problema de saúde mental que afeta muitas pessoas, embora ainda seja pouco compreendido pela maioria. Esse distúrbio envolve o impulso irresistível de coçar, cutucar ou arrancar a própria pele, o que pode levar a feridas, infecções e impactos significativos na autoestima e qualidade de vida. Muitas pessoas que passam por isso sentem vergonha ou não sabem onde procurar ajuda, o que aumenta o sofrimento silencioso. Dúvidas comuns incluem: por que isso acontece? É possível controlar esses impulsos? A psicoterapia pode ajudar? Este artigo busca esclarecer essas questões de forma clara e acolhedora.
O que é transtorno de escoriação?
O transtorno de escoriação é um distúrbio caracterizado pelo ato repetitivo e compulsivo de cutucar, coçar ou arrancar a pele, causando danos visíveis e desconforto físico. Geralmente, essa condição está ligada a uma dificuldade em controlar esses impulsos, o que pode comprometer o bem-estar emocional e social da pessoa.
Também chamado de dermatillomania, esse transtorno faz parte dos chamados transtornos do espectro obsessivo-compulsivo, segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os comportamentos de escoriação tendem a ocorrer em momentos de estresse, ansiedade ou tédio, tornando-se um hábito difícil de quebrar. Além das lesões na pele, o transtorno pode gerar sentimentos de culpa, vergonha e isolamento social.
Como a psicoterapia pode contribuir no cuidado do transtorno de escoriação?
A psicoterapia desempenha um papel fundamental no tratamento do transtorno de escoriação, ajudando a pessoa a compreender os gatilhos que levam ao comportamento e a desenvolver estratégias para controlar os impulsos. Através do acompanhamento psicológico, é possível trabalhar as emoções envolvidas e melhorar a qualidade de vida.
Na terapia, o paciente pode explorar questões associadas à ansiedade, estresse e baixa autoestima, frequentemente presentes nesse quadro. Técnicas específicas, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), são amplamente utilizadas para ajudar a identificar padrões de pensamento e comportamento que sustentam o transtorno, promovendo mudanças gradativas e duradouras. Além disso, a psicoterapia oferece um espaço seguro para acolhimento, fundamental para o processo de recuperação.
Quais são os sinais mais comuns do transtorno de escoriação?
Os sinais mais evidentes do transtorno de escoriação incluem a presença de feridas, crostas ou marcas na pele decorrentes do ato de cutucar ou arrancar. Além disso, a pessoa pode apresentar ansiedade intensa antes de iniciar o comportamento e sensação de alívio durante ou após a escoriação.
Esses sinais físicos podem surgir em diferentes partes do corpo, como rosto, braços, pernas e mãos. Muitas vezes, as lesões são repetitivas e difíceis de cicatrizar. Além do dano físico, o transtorno pode trazer sofrimento psicológico, como vergonha, isolamento social e impacto negativo na autoestima. Identificar esses sinais precocemente é importante para buscar ajuda adequada.
Por que o transtorno de escoriação é frequentemente confundido com problemas de pele comuns?
O transtorno de escoriação pode ser confundido com condições dermatológicas comuns porque as lesões na pele são visíveis e muitas vezes semelhantes a feridas causadas por alergias, acne ou irritações. Essa confusão pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado.
Além disso, pessoas com esse transtorno muitas vezes não relatam o comportamento compulsivo de cutucar a pele, seja por vergonha ou por não reconhecerem a gravidade do problema. Por isso, é fundamental que profissionais da saúde mental e dermatologistas trabalhem juntos para identificar corretamente o transtorno e oferecer o suporte necessário. De acordo com a Associação Brasileira de Psicologia, o tratamento multidisciplinar é essencial para o sucesso no manejo da dermatillomania.
Como lidar com os sentimentos de vergonha e culpa associados ao transtorno de escoriação?
Sentimentos de vergonha e culpa são comuns entre pessoas que apresentam transtorno de escoriação, pois elas podem se sentir julgadas ou incompreendidas por familiares e amigos. Reconhecer que esses sentimentos são parte do quadro é um passo importante para o autoconhecimento e a busca por apoio.
Na psicoterapia, o ambiente acolhedor e sem julgamentos ajuda o paciente a trabalhar essas emoções, reduzindo o estigma interno e promovendo a aceitação. Compartilhar a experiência com pessoas de confiança também pode aliviar o peso emocional. De acordo com estudos publicados na revista "Psychology and Psychotherapy", o suporte emocional é crucial para o enfrentamento desses sentimentos e para fortalecer o engajamento no tratamento.
O que fazer no dia a dia para minimizar os impulsos de escoriação?
Para reduzir os impulsos de escoriação no cotidiano, é importante adotar estratégias que ajudem a distrair a mente e a controlar a ansiedade. Algumas práticas incluem manter as mãos ocupadas com atividades manuais, aplicar técnicas de respiração para relaxar e evitar situações que aumentem o estresse.
Além disso, cuidar da pele com rotinas de hidratação e higiene pode diminuir a sensação de coceira ou irritação que pode desencadear a escoriação. Manter um diário para registrar os momentos de crise também auxilia no reconhecimento dos gatilhos. Segundo uma pesquisa da Fiocruz, esses cuidados complementares são valiosos para o controle do transtorno e para o fortalecimento do autocuidado.
De acordo com o CEO do Terappia, Alex Baptista: "O reconhecimento do transtorno de escoriação como uma questão de saúde mental é fundamental para que as pessoas busquem ajuda sem medo ou preconceito. A psicoterapia oferece caminhos para o autoconhecimento e o desenvolvimento de recursos internos para lidar com esse desafio".
Se você busca apoio profissional, os psicólogos do Terappia podem ajudar. Acesse www.terappia.com.br/psi.
Conclusão
O transtorno de escoriação é uma condição que impacta profundamente a saúde mental e física de quem o vive, exigindo compreensão e tratamento adequado. Reconhecer os sinais, entender as emoções envolvidas e buscar acompanhamento psicológico são passos essenciais para melhorar a qualidade de vida. Não há motivo para sentir vergonha ou culpa ao procurar ajuda, pois o apoio profissional é um caminho legítimo e importante para o cuidado emocional.
O Terappia é uma plataforma feita por profissionais que compreendem as suas questões e poderão lhe proporcionar o acolhimento que você está precisando agora. Se você sente que precisa de apoio, buscar ajuda profissional é um passo importante — e não um sinal de fraqueza.
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