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Nem tudo é Borderline: por que tantas pessoas se identificam com os sintomas nas redes sociais?

1 de ago. de 2026

Vanessa de Oliveira Carlos Rego

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Psicoeducação

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Nem tudo é Borderline: por que tantas pessoas se identificam com os sintomas nas redes sociais?

Nos últimos anos, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) passou a ser muito comentado nas redes sociais. Vídeos curtos, relatos pessoais e listas de sintomas fizeram com que muitas pessoas começassem a se perguntar: “Será que eu tenho Borderline?”

Mas existe um ponto importante que quase não é discutido: identificar-se com alguns sintomas não significa, necessariamente, ter o transtorno.

Todos nós podemos sentir medo de sermos abandonados, viver emoções intensas, agir por impulso em determinados momentos ou enfrentar dificuldades nos relacionamentos. Essas experiências fazem parte da vida humana.

No Borderline, porém, esses padrões costumam ser persistentes, intensos e provocam sofrimento significativo, interferindo na vida afetiva, profissional, familiar e social.

Além disso, o diagnóstico não é feito pela presença de apenas um ou dois sintomas. Ele depende de uma avaliação clínica cuidadosa, considerando a história da pessoa, o funcionamento ao longo do tempo e outros aspectos da saúde mental.

As redes sociais podem ser um ótimo ponto de partida para aprender sobre saúde mental. O problema surge quando elas substituem uma avaliação profissional.

Receber um diagnóstico apenas por identificação com vídeos pode gerar ansiedade, aumentar o medo e até atrasar o tratamento adequado.

Mais importante do que descobrir um nome para o que você sente é compreender o seu funcionamento emocional.

É exatamente esse o objetivo da psicoterapia: ajudar você a entender seus padrões, reconhecer suas dificuldades e desenvolver estratégias para construir uma vida com mais equilíbrio emocional.

Nem tudo é Borderline. E, quando existe sofrimento, ele merece ser acolhido e compreendido — independentemente do diagnóstico.

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