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O cérebro que aprendeu um padrão também pode aprender novas possibilidades.

Se eu sei que me faz mal, por que continuo fazendo?

10 de ago. de 2026

Aline Nunes Dias Tabarez

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Autoconhecimento

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Você já percebeu que eterminado comportamento não te faz bem, entendeu de onde ele vem e até sabe o que deveria fazer diferente, mas quando a situação acontece novamente, acaba reagindo exatamente da mesma maneira?

Talves você procrastine mesmo sabendo das consequências. Talvez tenha dificuldade de dizer não, mesmo percebendo o quanto isso te sobrecarrega. Ou continue repetindo escolhas e relações que racionalmente já entendeu que não são boas para você.

E então surge uma pergunta bastante frustrante:

Se eu já compreendi tudo isso, porque ainda não consigo mudar?

A resposta começa por uma diferença importante: compreender um comportamento e conseguir modificá-lo são processos diferentes.

Entender é importante, mas é apenas o começo.

 

Na psicoterapia, tomar consciência dos nossos padrões é fundamental. Começamos a perceber pensamentos, emoções, situações que funcionam como gatilhos e as consequências das nossas escolhas.

Mas consciência, sozinha, não transforma automaticamente um comportamento.

Imagine que você passou anos reagindo de determinada maneira quando se sente rejeitado, ansioso, frustrado ou inseguro. Mesmo depois de compreender esse padrão, existe uma história de experiências e aprendizagem por trás daquela forma de agir.

Por isso, saber o que seria diferente não significa necessariamente conseguir fazer diferente imediatamente.

 

Nosso cérebro aprende caminhos.

Nosso cérebro está constantemente aprendendo com aquilo que vemos.

Quando determinadas respostas são repetidas muitas vezes, elas podem se tornar mais familiares e automáticas. É como percorrer frequentemente o mesmo caminho: quando mais conhecido ele fica, menos precisamos pensar para segui-lo.

Isso ajuda a compreender por que, em algumas situações, voltamos a comportamentos antigos mesmo quando já sabemos que gostaríamos de agir de outra maneira.

 

O familiar nem sempre é aquilo que nos faz bem.

 

Às vezes, é simplesmente aquilo que aprendemos a fazer.

E é aqui que entra a neuroplasticidade.

 

Neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro possui de se modificar e reorganizar em resposta às experiências e aprendizagens.

Isso significa que nosso cérebro não é uma estrutura complementar rígida. Ao longo da vida, novas experiências podem favorecer novos aprendizagens e mudanças nas conexões e no funcionamento das redes neurais.

 

Em termos simples:

o cérebro que aprendeu determinados padrões também possui capacidade para aprender novas formas de responder.

Mas existe uma parte importante dessa história: aprender algo novo geralmente requer experiência e repetição.

 

Por isso mudar pode ser desconfortável

 

Imagine algém que passou muitos anos evitando conflitos e dizendo "sim"para não desagradar.

Essa pessoa começa a perceber que precisa estabelecer limites.

Ela compreende racionalmente que dizer "não" é saudável. Porém, na primeira vez em que estabelece um limite, talvez não sinta alívio.

 

Pode sentir culpa.

Ansiedade.

Medo de decepcionar.

E pode pensar: "Talvez eu esteja fazendo algo errado."

 

Mas o desconforto não significa necessariamente que a nova escolha esteja errada. Em algumas situações, ele aparece justamente porque a pessoa está fazendo diferente daquilo que aprendeu e repetiu durante muito tempo.

 

Mudança também é prática.

É nesse ponto que a compreensão psicológica e a neuroplasticidade se encontram.

 

Não precisamos esperar que o desconforto desapareça completamente para começar a agir de maneira diferente.

Colocar um limite.

Iniciar uma tarefa mesmo sem sentir motivação.

Questionar um pensamento automático.

Pedir ajuda.

Responder de outra maneira.

Fazer hoje uma pequena escolha diferente daquela que normalmente faríamos.

Cada experiência oferece ao cérebro novas informações. Com tempo, contexto e repetição, novas respostas podem se tornar mais acessíveis.

Isso não significa que exista uma fórmula rápida para mudar nem que todos os padrões dependem apenas de "força de vontade". Nossa história, ambiente, emoções, condições de saúde e muitos outros fatores também participam desse processo.

 

Significa apenas que aquilo que hoje parece automático não precisa necessariamente permanecer assim para sempre.

 

Talvez você precise mudar tudo de uma vez.

Quando pensamos em mudanças, frequentemente imaginamos uma transformação enorme: "preciso deixar de ser assim", "preciso parar completamente", "preciso conseguir controlar isso".

Talvez seja mais útil fazer uma pergunta menor:

 

"Qual comportamento diferente eu posso começar a praticar?"

Porque compreender abre uma porta.

Mas são as novas experiências, repetidas ao longo do caminho, que podem nos ajudar a construir outras possibilidades.

 

Mudar não é apagar a nossa história. É aprender que ela não precisa determinar todas as nossas próximas escolhas.

 

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Julia da Costa Neves

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Você merece se sentir bem consigo mesmo, compreender suas emoções e viver relações mais saudáveis.

E ás vezes, a ansiedade, as inseguranças e as dificuldades nos relacionamentos tornam a rotina mais pesada do que gostaríamos. Em meio a tantos sentimentos e cobranças, pode ser difícil entender o que está acontecendo e encontrar novas formas de lidar com tudo isso. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho.

Sou Júlia Neves, psicóloga clínica, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neurociência e Comportamento.

Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento, no qual você possa falar sobre suas experiências sem julgamentos, compreender seus pensamentos e emoções e desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.

Acredito que a terapia é um processo de autoconhecimento e transformação, que permite construir novas perspectivas, fortalecer sua autonomia e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.

Dar o primeiro passo pode ser desafiador, mas você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser o início de uma nova forma de olhar para si e para a sua história.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

50 minutos

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