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O corpo te lembra - ele grita

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29 de set. de 2026

Thaina Lima Pinheiro Teixeira

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Autocuidado

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Aconteceu de novo. Me esqueci de mim.

 

Não foi de uma vez. Nunca é.

Foi aos poucos, como sempre é, a rotina foi aumentando, as demandas foram chegando, o trabalho foi tomando espaço, e eu fui cedendo esse espaço sem perceber. Fui adiando o que era meu. Fui colocando o que precisava ser feito antes de existir para mim mesma.

Até que o corpo falou de novo. Meu cabelo voltou a cair. E aí eu parei.

 

O que o corpo faz quando a gente não ouve

 

O corpo não tem paciência para a nossa negação. Não se importa com a nossa produtividade, com a nossa lista de pendências, com as nossas razões muito bem justificadas para continuar sem parar.

Ele simplesmente fala.

E quando a gente não ouve no sussurro, a tensão que aparece, o cansaço que não passa, o sono que não descansa, ele grita. Com um sintoma que não dá para ignorar. Com um sinal que para tudo e diz: chega. Agora você vai ter que olhar.

Eu já havia passado por isso antes. Já havia desenvolvido alopecia, já havia entendido a conexão, já havia feito o movimento de voltar para mim. E ainda assim, aconteceu de novo.

Isso não é fraqueza. É o que acontece quando a vida retoma a velocidade e a gente esquece que o acordo com o próprio corpo precisa ser renovado o tempo todo. Não é uma conquista que se faz uma vez. É uma prática.

 

Um padrão que vai além de mim

 

Eu não trago isso só como experiência pessoal, trago porque é um padrão que vejo se repetir o tempo todo. Em mim e nas mulheres que acompanho.

A gente vive numa sociedade que valoriza o externo acima de tudo. O que você tem, o que você produz, o que você conquista, o que aparece para os outros. E nessa corrida constante pelo fora, o dentro vai ficando para depois. Você esquece de si quando trabalha demais. Quando não cuida da saúde. Quando ignora o que o corpo está dizendo. Quando vive sempre em movimento sem se perguntar se está bem no meio do caminho.

Jung chamava isso de extroversão coletiva, uma cultura que direciona a energia para fora, para o mundo dos objetos e das conquistas, e que trata o mundo interior como algo secundário, como luxo, como indulgência. E dentro desse sistema, nos perder de nós mesmas vai sendo normalizado. Vai parecendo inevitável. Vai virando o preço que se paga para funcionar.

Até que o preço aparece de uma forma que não dá mais para ignorar.

 

O que vai precisar acontecer com você

 

Eu precisei que meu cabelo caísse de novo para lembrar. Para parar. Para refazer o acordo comigo mesma.

E você, o que vai precisar acontecer para você parar e se lembrar de você?

 

Não pergunto isso para assustar. Pergunto porque a maioria de nós só para quando é obrigada. Quando o corpo não dá mais escolha, quando a exaustão chega num ponto que não tem como negar, quando algo cai, literalmente ou não, e nos força a olhar.

Mas existe a possibilidade de parar antes disso. De criar um espaço para si mesma antes que o corpo precise criá-lo à força. De se lembrar de você não como resposta a uma crise, mas como escolha consciente, renovada, intencional.

Esse é o trabalho que eu faço, e que também faço comigo mesma.

Se você sente que está na iminência de esquecer, ou que já esqueceu há tempo, me encontre aqui abaixo na plataforma.

Thainá

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Viviane dos Santos Cavalari

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Sou psicóloga de orientação analítica (junguiana) e dedico minha escuta a acompanhar pessoas em suas jornadas de redescoberta, transformação e reencontro consigo mesmas.

Entendo a terapia não como um lugar de julgamentos ou de fórmulas prontas, mas como um espaço seguro de travessia. Na perspectiva junguiana, não olhamos para a sua dor, ansiedade, crises ou angústias apenas como sintomas a serem eliminados a qualquer custo — mas como convites do seu inconsciente para olhar para aquilo que precisa de atenção, cuidado e integração.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

60 minutos

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