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O descontrole também pode ser necessário

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17 de mar. de 2026

Jéssica Vieira Soares Bastos

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Psicologia

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Quando a emoção transborda, a vida parece nos convidar a olhar para dentro.

Aprendemos a ser boas/bons, aprendemos a cuidar, aprendemos a jamais desagradar, mesmo que isso implique em abrir mão de nós mesmos. Aprendemos que é preciso ser sempre polida(o) e educada(o), mas, quando a pressão não encontra vazão, não há outro caminho senão a explosão.

Nossa cultura parece impor sobre todos nós um manual de como devemos nos comportar, do que é ser bom e do que é o mau. Mau este que, por sua vez, deve ser relegado à profundidade do nosso inconsciente. Veja, não me refiro a comportamentos criminosos, mas a tudo aquilo que não agrada ao outro.

Dizer não pode ser visto por alguns como um ato de egoísmo; o sujeito que coloca limites é visto como difícil e desagradável. Aprendemos a domesticar nossas emoções e desejos, a retratá-los como o inimigo a ser combatido. Mas talvez tenhamos nos esquecido de que, por melhor que cuidemos dos nossos animais de estimação, seus instintos os convocam a correr pelas ruas ao abrir o portão, mesmo que retornem cheios de medos logo após. Não seríamos nós também seres instintivos? Nossos instintos mais primitivos e até “inconvenientes” também não encontram caminhos para se manifestar de vez em quando?

No livro Os arquétipos e o inconsciente coletivo, Jung descreve: “Quem pertencer a um círculo cultural que busca o estado perfeito em algum lugar do passado deverá sentir-se estranhamente tocado pela figura do ‘Trickster’”. Esta citação me parece nos lembrar de que nossa humanidade é dúbia: ninguém é sempre um bonitinho, como diria Pitty, e tentar ser nos sufoca e, certamente, em algum momento, o nó há de sair, seja em pratos e, às vezes, em berros.

Lembro-me de duas professoras. Uma da graduação falava da palhaçaria como instrumento da psicoterapia. Na época, talvez o tema não tenha aberto tantos insights em mim, mas, recentemente, ele voltou a atravessar minhas reflexões, e me dei conta do que talvez estivesse sendo proposto. Frequentemente tentamos manter uma imagem digna de ser apreciada; tememos ser rechaçados, errar, mas será que a vida nos solicita justamente o contrário? Vestir-nos, metaforicamente, de palhaços e ir com a cara e a coragem de desagradar, de não ser aceito, de passar vergonha ou, quem sabe, até dar boas gargalhadas?

A segunda professora já foi da pós-graduação. Ela disse algo como: na vida, em muitos momentos, a cura vem apenas depois daquele choro de soluçar (solutio). Nem sempre desagradar, perder o controle de si mesmo ou com o outro é um sinal negativo; às vezes, é o começo de uma nova caminhada, rumo, como no caso da personagem, a priorizar a si mesma.

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Jackeline de Araujo Souza

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Atendimento:

Online

Olá, seja muito bem-vinda(o)! Meu nome é Jackeline de Araújo. Estou aqui para te oferecer um espaço positivo e acolhedor, em um ambiente leve e profissional para que você se sinta confortável em expressar sua dor. Aqui cada processo é único, conduzo seu acompanhamento de forma individualizada, respeitando seu próprio tempo e história.

Sou psicóloga clínica com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Essa abordagem tem como objetivo identificar e modificar padrões de pensamento, emoções e comportamentos disfuncionais que causam sofrimento ou impactam a qualidade de vida.
O primeiro passo para a mudança é se permitir reconhecer. Vamos encontrar o equilíbrio juntos?

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 40,00

/

40 minutos

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