
Na semana passada eu precisei remarcar pacientes, interromper tudo que havia planejado e simplesmente parar.
O corpo pediu. E eu ouvi.
Conto isso não para me expor, mas porque sei que muitas mulheres que me leem conhecem esse lugar e raramente veem alguém falar sobre ele com honestidade.
O que veio junto com o dia ruim
O mais difícil não foi estar mal. Foi a voz que apareceu junto.
"Você não está dando conta."
"Isso não vai passar."
"Olha tudo que você deveria estar fazendo."
Você conhece essa voz?
Ela é quase automática. Aparece no exato momento em que a gente mais precisaria de acolhimento, e entrega crítica. Como se parar fosse uma falha. Como se o corpo não tivesse direito de falar.
Tem mulheres que quando adoecem, culpam. Quando param, justificam. Quando precisam de algo, pedem desculpa. É um padrão tão enraizado que a maioria nem percebe que está fazendo isso, só sente um peso extra por cima do cansaço que já estava lá.
O que a análise me ensinou sobre os dias difíceis
Tem algo que o processo analítico foi me ensinando ao longo do tempo: o dia cinza não é o problema. É o que você faz com o que ele te mostra.
A mente em sofrimento generaliza. Ela transforma o temporário em definitivo. O cansaço de hoje vira fracasso de sempre. A dificuldade do momento vira prova de que algo está fundamentalmente errado com você.
Esse movimento, de transformar o passageiro em permanente, é um dos que mais machuca. E ele acontece de forma tão rápida, tão automática, que a gente mal percebe.
Hoje estou diferente. Mais presente, mais animada, com energia de volta. Não porque o dia ruim simplesmente passou, mas porque aprendi, aos poucos, a não deixar que ele me convença de coisas permanentes enquanto ainda está aqui.
Perceber já é o começo
Quando você consegue observar o que acontece dentro de você num dia difícil, a voz crítica, a generalização, a culpa que aparece junto com o cansaço, você está praticando autoconhecimento de verdade. Não o autoconhecimento dos posts motivacionais, mas o que dói um pouco e transforma muito.
Se você já parou para observar o que seus dias cinzas tentam te dizer, provavelmente já está mais no caminho do que imagina.
E se você sente que esses dias aparecem com muita frequência, que a voz crítica fala mais alto do que deveria, ou que você nunca aprendeu a parar sem culpa, a psicoterapia pode ser o espaço onde tudo isso finalmente encontra lugar.
Me encontre pelo link aqui abaixo.
Thainá
Quem sou eu?

Lara Camino Meloni
CRP:

06/178563
Atendimento:
Presencial, Online
Olá! Meu nome é Lara e sou formada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Psicologia Analítica. Atualmente estou cursando uma pós-graduação em Psicologia Clínica e um Aprimoramento em Atendimento Clínico pela PUC.
Atuo como psicoterapeuta nas modalidades online e presencial em São Paulo com experiência em atendimento para crianças, adultos e idosos nos temas de transtorno alimentar, ansiedade, depressão, luto e dificuldades no trabalho e nos relacionamentos. Também tenho dedicado leituras focadas para o desenvolvimento e saúde mental das mulheres.
Desde que comecei a faculdade sempre fui engajada com muitos projetos:
- Participei do grupo de Neurociência da Educação do Mackenzie auxiliando em pesquisas de mestrado e doutorado e da escrita de capítulos de livros com professores;
- Apresentei uma iniciação científica em um Congresso de Neurociência;
- Fiz parte de grupos de estudo como fenomenologia, psicologia e cinema e psicologia analítica;
Depois de formada:
- Atendi por dois anos casos de psicoterapia e de triagem;
- Atuei como redatora com foco na produção de conteúdos de psicologia;
- Estruturei cursos na área da psicologia analítica;
- Conclui a certificação em Práticas em Orientação Profissional Clínica;
Estou muito animada para te conhecer!
Aqui você tem um espaço de muito acolhimento: vamos dialogar?
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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