
Na semana passada eu precisei remarcar pacientes, interromper tudo que havia planejado e simplesmente parar.
O corpo pediu. E eu ouvi.
Conto isso não para me expor, mas porque sei que muitas mulheres que me leem conhecem esse lugar e raramente veem alguém falar sobre ele com honestidade.
O que veio junto com o dia ruim
O mais difícil não foi estar mal. Foi a voz que apareceu junto.
"Você não está dando conta."
"Isso não vai passar."
"Olha tudo que você deveria estar fazendo."
Você conhece essa voz?
Ela é quase automática. Aparece no exato momento em que a gente mais precisaria de acolhimento, e entrega crítica. Como se parar fosse uma falha. Como se o corpo não tivesse direito de falar.
Tem mulheres que quando adoecem, culpam. Quando param, justificam. Quando precisam de algo, pedem desculpa. É um padrão tão enraizado que a maioria nem percebe que está fazendo isso, só sente um peso extra por cima do cansaço que já estava lá.
O que a análise me ensinou sobre os dias difíceis
Tem algo que o processo analítico foi me ensinando ao longo do tempo: o dia cinza não é o problema. É o que você faz com o que ele te mostra.
A mente em sofrimento generaliza. Ela transforma o temporário em definitivo. O cansaço de hoje vira fracasso de sempre. A dificuldade do momento vira prova de que algo está fundamentalmente errado com você.
Esse movimento, de transformar o passageiro em permanente, é um dos que mais machuca. E ele acontece de forma tão rápida, tão automática, que a gente mal percebe.
Hoje estou diferente. Mais presente, mais animada, com energia de volta. Não porque o dia ruim simplesmente passou, mas porque aprendi, aos poucos, a não deixar que ele me convença de coisas permanentes enquanto ainda está aqui.
Perceber já é o começo
Quando você consegue observar o que acontece dentro de você num dia difícil, a voz crítica, a generalização, a culpa que aparece junto com o cansaço, você está praticando autoconhecimento de verdade. Não o autoconhecimento dos posts motivacionais, mas o que dói um pouco e transforma muito.
Se você já parou para observar o que seus dias cinzas tentam te dizer, provavelmente já está mais no caminho do que imagina.
E se você sente que esses dias aparecem com muita frequência, que a voz crítica fala mais alto do que deveria, ou que você nunca aprendeu a parar sem culpa, a psicoterapia pode ser o espaço onde tudo isso finalmente encontra lugar.
Me encontre pelo link aqui abaixo.
Thainá
Quem sou eu?

Thainara Araujo Oliveira
CRP:

11/22068
Atendimento:
Online
✨ Oie, eu sou a Thainara!
Psicóloga de Fortaleza, cuido de jovens e adultos que estão sentindo o peso da vida profissional: esgotamento, sobrecarga, dilemas de carreira e aquele sentimento de que o trabalho tem engolido tudo. Através da Terapia Cognitivo-Comportamental, ajudo meus pacientes a reencontrarem equilíbrio, saúde emocional e qualidade de vida.
Acredito que a terapia é um respiro necessário em meio à correria, um espaço de pausa, de escuta e reconstrução, vamos juntos? 🤍
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 80,00
/
50 minutos
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