
O Fim de um Relacionamento nem Sempre se Encerra Quando Acaba
Nem todo fim se encerra sozinho. Às vezes, é preciso elaborar o que ficou para que o novo possa chegar
4 de mar. de 2026
Isabella Goncales Cury
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Ele continua vivendo dentro da gente, até que possa ser elaborado.
Em nossa cultura é comum escutarmos que devemos , “seguir em frente”, a não olhar muito para a dor, a fingir que já passou. Mas o luto afetivo não desaparece só porque você decidiu continuar.
Toda história que não foi chorada, sentida e dita… procura outro caminho para aparecer. Na dificuldade de confiar de novo, na escolha repetida de relações parecidas, na ansiedade quando alguém se aproxima demais.
A visão da Psicanálise
A psicanálise acredita que o luto precisa de tempo, palavra e espaço. Não para apagar o que aconteceu, mas para dar nome ao que ficou dentro de nós.
O sofrimento que não encontra palavras se expressa no corpo, nos vínculos e até nas decisões que tomamos sem entender o porquê.
Elaborar o luto é libertar-se. É transformar ausência em compreensão. É reconhecer o que doeu, o que marcou, e o que ainda precisa ser cuidado.
Falar é abrir espaço para existir.
O que dentro de você ainda precisa ser escutado?
Quem sou eu?

Larissa de Sa Santos
CRP:

05/84740
Atendimento:
Online
Você sente que o mundo não é real ou que você não é real? Atendo adultos que vivenciam desrealização e despersonalização — experiências em que o mundo pode parecer estranho, irreal, artificial ou “como um sonho”, "como um filme", ou em que surge a sensação de não se sentir você mesma(o), de estranhar o próprio corpo, o reflexo no espelho ou a própria presença.
Quem passa por isso sabe racionalmente que o mundo é real e que continua sendo a mesma pessoa, mas a experiência subjetiva parece dizer outra coisa. É como viver algo que se sabe verdadeiro, mas que, por algum motivo, deixou de parecer real.
No cotidiano, costumamos dar como certas tanto a realidade do mundo quanto a sensação de sermos nós mesmos. Na desrealização e na despersonalização, essa familiaridade pode se abalar, tornando a experiência confusa, angustiante e, em alguns momentos, assustadora.
Podem surgir perguntas repetidas sobre a realidade, medo de ficar louca/o, dificuldade de sentir-se presente e uma solidão grande, porque os outros dificilmente conseguem compreender esse tipo de vivência.
Na psicoterapia, construiremos juntos um espaço seguro de compreensão e exploração das suas vivências — por exemplo, o que mudou na maneira de perceber a si mesma(o), o corpo, o mundo, as emoções, a interação com os outros e o cotidiano. Mais do que reduzir essa experiência a uma lista de sintomas, o processo terapêutico pode abrir caminhos para uma rearticulação existencial — isto é, para reconstruir referências a partir de sua própria bússola interna, fortalecer a sensação de presença e viver a realidade de forma mais estável e com mais sentido.
Também faço acompanhamento psicológico de adultos que convivem com epilepsia focal, inclusive temporal, e vivenciam desrealização, despersonalização ou outros fenômenos de estranhamento difíceis de descrever.
Minha clínica tem como fundamento a Abordagem Centrada na Pessoa, com contornos fenomenológico-existenciais. Sou graduada em Psicologia pela Universidade Santa Úrsula, possuo especialização em Psicologia Clínica Fenomenológico-Existencial e atualmente estou em formação em Focalização (Focusing).
Fiz parte das equipes do Projeto Conexão Formativa e do Núcleo de Clínica Ampliada Fenomenológica Existencial (NUCAFE), colaborando com a organização e divulgação de cursos, especializações, simpósios e congressos em Abordagem Centrada na Pessoa e Fenomenologia-Existencial. Também integrei a equipe de divulgação da Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental da Universidade Santa Úrsula. Sou colaboradora do Grupo MãesSemnome, pioneiro de apoio ao luto materno, e da Clínica Social do C-FEN.
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