
Se você passa algum tempo nas redes sociais, já deve ter se deparado com o termo regulação emocional acompanhado de uma lista de dicas: respire fundo, tome água gelada, faça uma pausa, escreva num diário, pratique gratidão.
Essas coisas não são erradas. Mas elas são a superfície. E quando a superfície é apresentada como a solução completa, o que acontece é que a mulher que tenta aplicar essas dicas e continua se sentindo mal passa a acreditar que o problema é ela, que ela não está se esforçando o suficiente, que ela é difícil demais, que algo está errado com ela.
Regulação emocional de verdade não é suprimir o que você sente. Não é respirar fundo até a raiva passar. Não é encontrar um pensamento positivo para substituir o negativo. É a capacidade de sentir uma emoção sem ser destruída por ela, e isso é muito diferente de não sentir.
Ela se constrói ao longo do tempo, dentro de relações seguras, através de experiências que ensinam ao sistema nervoso que é possível atravessar o desconforto sem que tudo desmorone. Não é uma técnica. É um processo.
E esse processo tem história. A forma como você regula suas emoções hoje tem muito a ver com o que você aprendeu, ou não aprendeu, na infância sobre o que fazer com o que sentia. Se quando você chorava o ambiente ficava tenso, você aprendeu a não chorar. Se quando você ficava com raiva era punida, você aprendeu a engolir. Se quando você pedia ajuda não era atendida, você aprendeu a resolver tudo sozinha.
Esses aprendizados não somem com uma lista de dicas. Eles precisam ser vistos, nomeados e, aos poucos, ressignificados.
Isso é trabalho. É um trabalho que vale muito a pena, mas que não cabe num post de cinco dicas.
E se você se sente pronta para explorar esse processo, é só me chamar!





