top of page

O que aparece quando o outro vai embora

Às vezes, não é exatamente a perda de alguém que assusta. É o que muda dentro da gente quando aquela pessoa deixa de estar ali.

30 de set. de 2026

Giovanna de Oliveira Barbosa Costa

00:00 / 01:04
Psicologia

Ouça esse artigo usando o player acima.

  • Texto em 4 linhas​

  • ​Texto em 4 linhas

  • ​Texto em 4 linhas

  • Texto em 4 linhas

image_edited.png
Terappia Logo

Há relações que terminam muito antes de terminarem. A gente percebe nos pequenos incômodos, na vontade cada vez menor de estar ali, nas conversas que já não encontram o mesmo lugar. Mesmo assim, alguma coisa insiste. Não necessariamente o amor. Às vezes é o medo do depois.

 

Porque terminar uma relação também significa perder uma rotina, certos hábitos, uma presença conhecida. E, em alguns casos, perder o lugar que ocupávamos na vida de alguém. É nesse ponto que a solidão pode ganhar outro sentido.

 

Não se trata apenas de chegar em casa e não ter com quem conversar. Há uma espécie de silêncio que aparece quando já não precisamos responder a ninguém, agradar ninguém, esperar uma mensagem, imaginar o que o outro está pensando. Um silêncio que pode ser tranquilo, mas que também pode revelar coisas que a presença de alguém ajudava a manter ocupadas.

 

Talvez seja por isso que algumas pessoas entrem rapidamente em outra relação depois de uma separação. Não necessariamente porque encontraram alguém por quem estão apaixonadas. Às vezes, encontraram uma forma de não sentir a falta. Não há nada de simples nisso. A gente não escolhe conscientemente todas as formas que encontra para suportar uma ausência.

 

Na clínica, a pergunta “por que eu não consigo ficar sozinho?” pode levar para lugares bem diferentes. Pode falar de uma experiência de abandono, de uma dificuldade em suportar a falta, de uma necessidade muito intensa de reconhecimento. Pode falar também de algo mais particular, que só aparece quando se escuta a história daquela pessoa e a maneira como ela construiu seus vínculos.

 

Por isso, não me interessa muito a ideia de que precisamos aprender a “não precisar de ninguém”. Isso parece mais uma defesa do que uma possibilidade de encontro consigo mesmo. Precisamos dos outros. Desejamos os outros. Sentimos falta. Nos apegamos. Sofremos quando perdemos. A questão talvez esteja em outra parte: o que acontece quando o outro deixa de estar disponível para ocupar aquele lugar que, por algum motivo, se tornou tão necessário?

 

Talvez seja aí que a solidão deixe de ser apenas ausência.

Ela pode colocar diante de nós algo que estava sendo vivido através do outro.

E nem sempre descobrimos imediatamente o que é.

Quem sou eu?
Image-empty-state.png
perfil_verificado_logo-removebg-preview.png

Viviane dos Santos Cavalari

CRP:

botao-whatsapp.png

06/224932

classificação média é 3 de 5, com base em 0 votos, Avaliações

Atendimento:

Online

Sou psicóloga de orientação analítica (junguiana) e dedico minha escuta a acompanhar pessoas em suas jornadas de redescoberta, transformação e reencontro consigo mesmas.

Entendo a terapia não como um lugar de julgamentos ou de fórmulas prontas, mas como um espaço seguro de travessia. Na perspectiva junguiana, não olhamos para a sua dor, ansiedade, crises ou angústias apenas como sintomas a serem eliminados a qualquer custo — mas como convites do seu inconsciente para olhar para aquilo que precisa de atenção, cuidado e integração.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

60 minutos

Últimas publicações desse Terappeuta

Os Neurotransmissores da Depressão

Mateus Aviani Mesquita

21 de out. de 2026

Os Neurotransmissores da Depressão

Quando a imaginação vira refúgio: o que isso pode significar no borderline e como a DBT pode ajudar

Vanessa de Oliveira Carlos Rego

21 de out. de 2026

Quando a imaginação vira refúgio: o que isso pode significar no borderline e como a DBT pode ajudar

Como lidar com a autoestima alta demais e seus impactos na vida

Marketing - Terappia

21 de out. de 2026

Como lidar com a autoestima alta demais e seus impactos na vida

bottom of page