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O que significa ser mulher hoje? Entre a "Dádiva" e a "Luta Diária"

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10 de mar. de 2026

Isabelle Bianca Sousa de Carvalho Silva

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Mulher

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Você já parou para pensar no que define o "ser mulher" nos dias de hoje? Se a resposta parece complexa, é porque ela realmente é.

 

Um estudo recente realizado com mulheres de diferentes idades e contextos sociais revelou que a identidade feminina contemporânea é marcada por uma profunda dualidade: de um lado, a herança da tradição; do outro, a realidade de uma "mulher guerreira" que não para de lutar.

 

A Dualidade: Mulher Tradicional vs. Mulher Guerreira

A pesquisa identificou que as visões sobre a feminilidade se dividem em dois grandes grupos:

  1. A Mulher Tradicional (33,87% das falas): Este grupo foca em aspectos considerados positivos e "naturais". Aqui, ser mulher é visto como uma dádiva. A maternidade aparece como o cerne dessa identidade, sendo descrita como um "porto seguro" e uma fonte de realização e amor inexplicável.
  2. A Mulher Guerreira (66,13% das falas): A maioria das participantes, no entanto, descreve uma realidade muito mais pesada. O termo "guerreira" surge não apenas como um elogio, mas como o reflexo de um fardo. É a mulher que precisa "matar um leão por dia" para ocupar espaços, provar sua competência e lidar com uma jornada tripla de trabalho.

Os Desafios que Ainda Persistem

Embora tenhamos conquistado direitos importantes, os relatos das mulheres mostram que o caminho ainda é íngreme. Muitos dos prejuízos citados ocorrem em três frentes principais:

  • No Mercado de Trabalho: As mulheres relatam que precisam se preparar muito mais que os homens para serem aceitas. Além disso, enfrentam o "teto de vidro" — barreiras invisíveis que dificultam a chegada a cargos de alta gestão.
  • Dentro de Casa: Mesmo trabalhando fora, a responsabilidade pelo cuidado dos filhos e pelas tarefas domésticas ainda recai, majoritariamente, sobre os ombros femininos.
  • Na Segurança Pública: O medo de andar na rua e a violência (física e psicológica) foram temas recorrentes, evidenciando que o corpo feminino ainda é alvo de controle e agressão.

 

As representações sociais mostram que ser mulher na sociedade contemporânea é viver em constante reinvenção. É equilibrar a gratificação de conquistas pessoais com o cansaço de uma luta que parece não ter fim.

Apesar das barreiras, o estudo conclui que as mulheres estão, cada vez mais, buscando ocupar espaços onde possam exercer seu direito de estar onde quiserem e como quiserem. No fim das contas, a busca é simples, mas profunda: o direito de apenas SER

 

Este post foi criado com base no artigo científico "Representações Sociais sobre Ser Mulher na Sociedade Contemporânea", publicado na revista Psicologia: Ciência e Profissão (2024)

 

Ser mulher hoje é viver entre a 'dádiva' da sensibilidade e a 'luta' por representatividade. Essa dualidade pode gerar um conflito profundo entre quem a sociedade espera que você seja e quem você realmente é. O estudo conclui que, acima de qualquer papel social, toda mulher busca pelo direito de apenas SER. Na psicoterapia, trabalhamos para que esse 'ser' ganhe voz, livre de estigmas ou cobranças externas. Vamos conversar?

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Jackeline de Araujo Souza

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Olá, seja muito bem-vinda(o)! Meu nome é Jackeline de Araújo. Estou aqui para te oferecer um espaço positivo e acolhedor, em um ambiente leve e profissional para que você se sinta confortável em expressar sua dor. Aqui cada processo é único, conduzo seu acompanhamento de forma individualizada, respeitando seu próprio tempo e história.

Sou psicóloga clínica com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Essa abordagem tem como objetivo identificar e modificar padrões de pensamento, emoções e comportamentos disfuncionais que causam sofrimento ou impactam a qualidade de vida.
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