
Se você está lendo esse texto, possivelmente você já se sentiu incapaz de tomar uma decisão na sua vida. Talvez você tenha tentado pedir concelhos para sua família, seus amigos, ou até mesmo tenha optado por estratégias de tomada de decisão, como por exemplo, fazer uma lista de vantagens e desvantagens, mas é muito provável que nada disso trouxe a clareza que você desejava de encontrar.
Caso você tenha se identificado, talvez você esteja cometendo um erro que a maioria das pessoas também comete, tratar as tomadas de decisão como se fossem problemas a serem resolvidos ao invés de dilemas a serem respondidos.
Mas qual é a diferença entre um problema e um dilema?
O problema é algo que tem uma resposta certa, por exemplo, imagina alguém que foi diagnosticado com diabetes, na teoria o que a pessoa tem que fazer para preservar a saúde está claro, ela precisa tomar insulina e evitar o consumo de açúcar, não existe grande mistério, o que deve ser feito está claro.
Contudo, quando falamos de dilema nos estamos falando de algo mais complicado, o dilema não tem uma resposta certa, você poderia perguntar para mil pessoas o que deveria ser feito e com isso você receberia mil perspectivas diferentes. Se isso ficou confuso, calma que eu explico:
Imagina que um sujeito está questionando se deve sair do emprego, ele pergunta para o melhor amigo o que deve fazer e o amigo responde que no momento o mercado não está contratando e que ele deve permanecer no emprego porque assim ele vai ter segurança financeira, a mãe diz que ele deve priorizar o seu bem estar e sair do emprego e por fim a esposa diz que ele deve encontrar outro trabalho antes de sair do que ele está agora.
Você percebeu o que está aconteceu aqui? Todas as pessoas na qual o sujeito questionou tem uma perspectiva do que ele deve fazer e todas elas são validas. Essa é a questão mais difícil quando se fala de um dilema. Não existem decisões certas e sim as decisões que estamos dispostos a sustentar.
E é por isso que é tão difícil tomar decisões, durante a nossa vida nos aprendemos que tomar boas decisões é sinônimo de felicidade e vida fácil. No entanto, essa ideia é uma ilusão e na prática, toda grande escolha envolve um grau de sofrimento, pois ela envolve a perda de algo.
Por esse motivo quando se trata de dilema eu tendo a concordar com as palavras do filosofo Sartre, que disse: “se existe um sinal do que deve ser feito você não vai encontrar no mundo e sim dentro de você”.
Tomar decisões não é fácil, mesmo quando a resposta parece ser obvia, contudo quando conhecemos a nos mesmo, nos conseguimos tomar decisões a partir daquilo que tem significado, se tornando muito mais fácil sustentar o peso das nossas escolhas.
Quem sou eu?

Maria Eduarda Chaves Siqueira
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Sou psicóloga clínica, com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Atendo pessoas que enfrentam dificuldades emocionais como ansiedade, estresse, insegurança, baixa autoestima e desafios nos relacionamentos. Sou pós-graduada em Transtornos do Desenvolvimento e Análise do Comportamento. Meu trabalho é voltado à promoção da saúde emocional, ao autoconhecimento e ao desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.
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