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Para além das flores: o que o 8 de março realmente nos grita?

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5 de mar. de 2026

Danielle da Silva Sales

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Mulher

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O mês de março costuma chegar pintado de rosa, cheio de homenagens e flores. Mas, no consultório, o que vejo são mulheres exaustas, tentando entender por que, mesmo recebendo flores, sentem um vazio ou um medo que não sabem explicar. Precisamos de uma conversa honesta, daquelas que nem sempre são confortáveis, mas que são libertadoras.

A realidade brasileira ainda é dura: a Lei do Feminicídio completa 11 anos e, nesse período, mais de 13 mil mulheres perderam a vida, a maioria pelas mãos de quem dizia amá-las. Segundo o IPEA, a estimativa é de que, a cada minuto, duas mulheres sejam estupradas no Brasil e esses são apenas os casos que chegam às estatísticas.

 

O abuso raramente se manifesta de forma extrema logo no início; pelo contrário, ele costuma se camuflar nas entrelinhas do cotidiano, tornando o reconhecimento da violência um processo lento e doloroso. Muitas mulheres chegam ao consultório sem perceber que o controle sobre suas roupas e amizades não é uma prova de cuidado, mas uma violação de sua liberdade. É comum ouvirem que certas restrições são apenas formas de 'proteção', quando, na verdade, são mecanismos que as deixam sem voz e sem autonomia. Além disso, a violência psicológica frequentemente se disfarça em piadas que diminuem a autoestima, onde o agressor invalida o sentimento da mulher ao alegar que tudo não passa de uma brincadeira, criando um ciclo de silenciamento que é tão prejudicial quanto qualquer agressão física.

 

O abuso silencioso, aquele que não deixa marca na pele, mas estraçalha a autoestima também é violência. É o isolamento, o controle financeiro, o tratamento do silêncio, o gaslighting (fazer você duvidar da sua própria sanidade).

Neste 8 de março, o que precisamos vai muito além de parabéns. Precisamos que os homens não "passem pano" para comportamentos machistas em grupos de WhatsApp. Precisamos que as mulheres sejam admiradas por sua inteligência e competência, não apenas sob um olhar erótico. Precisamos questionar por que a desigualdade salarial ainda é uma realidade e por que o medo é o companheiro constante da mulher ao andar na rua ou, tristemente, ao fechar a porta de casa.

Historicamente, fomos cerceadas. Hoje, lutamos por segurança para fazer nossas escolhas e para ocupar nossos espaços. Se você sente que algo na sua relação "pesa", se você se sente confusa ou silenciada, saiba que o reconhecimento é o primeiro passo para a liberdade.

 

Colocar limites não é um ato de desamor, é um ato de sobrevivência e saúde mental.

Quem sou eu?
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Larissa Sardi Fagiolo Montanher

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Atendimento:

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Olá! Me chamo Larissa, sou psicóloga clínica, graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desde 2017. Minha atuação é fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, promovendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios da vida.

Realizo atendimentos psicológicos a crianças e adultos, nas modalidades presencial e on-line, oferecendo um espaço de escuta, acolhimento e cuidado, respeitando a individualidade e as necessidades de cada pessoa.

Acredito que cada pessoa carrega consigo uma história única, com sentimentos, experiências e desafios que merecem ser acolhidos com carinho e respeito. Por isso, meu objetivo é oferecer um espaço seguro, leve e livre de julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para falar sobre o que sente e vivencia.

Na psicoterapia, caminhamos juntos em um processo de autoconhecimento, compreensão das emoções e desenvolvimento de recursos para lidar com as dificuldades do dia a dia. Cada etapa é conduzida com escuta sensível, empatia e respeito ao tempo e à individualidade de cada pessoa.

Você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser um espaço para se conhecer melhor, fortalecer-se emocionalmente e construir novas possibilidades para sua vida.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 40,00

/

40 minutos

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