
Elizabeth Bishop tem um poema que me marcou. Ele se chama “A arte de perder”. Nele, ela conta como perder faz parte da vida:
“A arte de perder não é nenhum mistério; tantas coisas contêm em si o acidente de perdê-las, que perder não é nada sério.”
Você é criado para crescer, conquistar espaço, prover para si e para os outros, pagar contas, pagar pela comida e pelo remédio. A perda é tão injustiçada. Ninguém reconhece seu espaço na vida; ninguém presta homenagem ou agradece — que ironia, justo quando ganhamos. No entanto, ela ocupa tanto espaço quanto a vitória. Inclusive, é um dos pilares do sucesso no mundo e na narrativa capitalista. Há alguém que conquista e alguém que perde numa competição. Ou talvez você viva os dois lados, quando deixa alguns pratos cair para poder manter outros a salvo.
Perder, sofrer rejeição, pagar contas, não é nenhum “pecado”, nenhum desvio no caminho de uma vida plena:
“Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero, a chave perdida, a hora gasta bestamente. A arte de perder não é nenhum mistério.”
Talvez esse sofrimento dentro da gente — com a perda, com os desejos não realizados — esse diabinho se gastando na paciência de Deus, como diria João Guimarães Rosa, seja uma dimensão da vida que revele o amor como uma percepção com intenção: um conhecer e reconhecer a realidade. Reconhecer que a perda e o ganho sempre estão lado a lado pode ser um passo para a sabedoria; ver que a fruta da árvore que sustenta o ninho do passarinho caiu no chão e serviu de adubo, logo quando ele ia alimentar seus filhotes.
Eu, sinceramente, não vejo outro caminho a não ser reconhecer que tudo tem o seu tempo e o seu lugar certo para acontecer, desde que a semente seja plantada. Dessa forma, qualquer perda se torna vitória, qualquer elo de amigos leva à parceria certa, qualquer caminho que supostamente não tenha dado certo leva a um curso cheio de sentido, logo depois da suposta falta dele.
A perda realça o sabor da vitória. Seria o “perder” um inimigo? Ou seria ele o tempero que deixa a vida cada vez mais saborosa de experimentar? David Foster Wallace diz “Isto é água”, comparando o cotidiano com um oceano cósmico. Pode ser que esse tempero saia dessa mesma vida — a qual ele tempera.
Quem sou eu?

Andre Nunes Matias
CRP:

06/116767
Atendimento:
Online
Formações principais:
Psicólogo, USP.
Acupunturista, pós graduado pelo CEATA.
Aromaterapeuta com foco em saúde mental, pelo Grupo Essence.
Experiência profissional:
- mais de doze anos de experiência como psicólogo clínico.
Lugares que já trabalhei:
- Ong Sempre Amigos.
- Fundação Casa.
- Caps Infanto Juvenil e Álcool e Drogas Infanto Juvenil de São Bernardo.
- D C reabilitação.
- Centro Paula Souza ( professor de psicologia para matérias de cursos técnicos)
- Secretaria de saúde da prefeitura de Angra dos Reis.
- Clínica Lumini.
- Consultório particular em São Paulo, capital.
Proposta terapêutica: escuta e ampliação de consciência. Nosso foco será trabalhar seus pensamentos, emoções e comportamentos em busca da superação das dificuldades que você enfrenta.
Tempo de sessão: 40 minutos.
Atendo de segunda a sábado ( tarde e noite).
Forma de trabalho: atendimento individual.
Se quiser entrar na minha agenda será muito bem vindo (a) (e).
Observação: não atendo queixas relacionadas a tentativa de suicídio e ideação suicida no momento atual de vida, como são questões que eu não consigo lidar tão bem, prefiro não atender, para que a pessoa vivendo esse momento delicado possa ser atendida por algum profissional que possa dar o suporte adequado.
Qualquer dúvida é só me enviar uma mensagem pelo WhatsApp ; )
" A vida, no que tem de melhor, é um processo que flui, que se altera e onde nada está fixado. "
Carl Rogers
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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