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Por que os picos de ansiedade fazem tão mal ao organismo?

Ansiedade/ Saúde mental

23 de jun. de 2026

Vanessa de Oliveira Carlos Rego

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Psicoterapia

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Por que os picos de ansiedade fazem tão mal ao organismo?

 

Você já sentiu o coração acelerar, as mãos suarem, a respiração ficar curta ou o corpo inteiro ficar tenso sem entender exatamente o motivo?

Muitas pessoas acreditam que a ansiedade acontece apenas na mente, mas ela também provoca uma série de reações físicas reais. Isso ocorre porque o cérebro interpreta uma situação como uma ameaça e ativa automaticamente o sistema de alerta do organismo.

 

Quando esse sistema é acionado, hormônios como adrenalina e cortisol são liberados na corrente sanguínea para preparar o corpo para lutar ou fugir de um perigo.

 

Como consequência, os batimentos cardíacos aumentam, a respiração fica mais rápida, os músculos se tensionam e o organismo entra em estado de vigilância.

Em uma situação de perigo real, essa resposta é importante e necessária. O problema surge quando o corpo passa a reagir dessa forma diante de preocupações, incertezas, cobranças excessivas ou pensamentos antecipatórios.

 

Com o tempo, os picos frequentes de ansiedade podem gerar sintomas como:

• Cansaço físico e mental constante

• Dificuldades para dormir

• Tensão muscular e dores no corpo

• Alterações gastrointestinais

• Irritabilidade

• Dificuldade de concentração

• Sensação de estar sempre sobrecarregado

 

É como se o organismo estivesse funcionando com o acelerador pressionado durante horas, dias ou até meses. Nenhum sistema consegue permanecer em alerta constante sem apresentar sinais de desgaste.

 

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos a compreensão da relação entre pensamentos, emoções, sensações físicas e comportamentos. Muitas vezes, o cérebro aprende a interpretar determinadas situações como perigosas, mesmo quando não existe uma ameaça real naquele momento.

 

O tratamento busca identificar esses padrões, questionar interpretações excessivamente ameaçadoras e desenvolver estratégias mais adaptativas para lidar com as situações do dia a dia.

Além da psicoterapia, algumas práticas podem contribuir para a redução da ativação fisiológica da ansiedade:

• Exercícios de respiração e relaxamento

• Organização da rotina

• Atividade física regular

• Higiene do sono

• Redução do excesso de estímulos e sobrecarga

• Desenvolvimento de habilidades de enfrentamento emocional

 

É importante lembrar que a ansiedade não é uma inimiga. Ela é uma emoção natural e necessária para a sobrevivência. O objetivo não é eliminá-la, mas aprender a reconhecê-la, regulá-la e responder de forma mais saudável aos desafios da vida.

 

Cuidar da ansiedade não é apenas cuidar da mente. É também cuidar do corpo, que muitas vezes carrega silenciosamente os efeitos de um estado de alerta prolongado.

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Sou psicólogo, com atuação inspirada na Logoterapia e Análise Existencial. Ofereço um espaço de escuta acolhedora e sem julgamentos para pessoas que enfrentam ansiedade, crises existenciais, dificuldades nos relacionamentos, luto, transições de vida e sofrimento emocional. Acredito que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível encontrar novos caminhos, recursos internos e sentidos para a vida. Meu objetivo é ajudar você a compreender melhor sua história, fortalecer suas escolhas e construir uma vida mais autêntica e significativa.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 80,00

/

50 minutos

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