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Por que pensamos tanto em conversas que já aconteceram?

18 de ago. de 2026

Aline Nunes Dias Tabarez

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Autoconhecimento

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Você chega em casa depois de encontrar alguém. A conversa acabou há horas, mas na sua cabeça ela continua acontecendo. Você muda suas respostas, imagina o que deveria ter dito e tenta interpretar cada detalhe.

 

Se a conversa já terminou, por que a nossa mente continua tentando resolvê-la?

Às vezes, uma conversa dura dez minutos, mas continua na nossa cabeça pelo resto do dia.

A gente repassa o que falou, imagina outras respostas e tenta interpretar pequenos detalhes: “Será que falei demais?”, “Por que ela respondeu daquele jeito?”, “Será que ficou chateada comigo?” ou “Eu deveria ter dito aquilo...”

Em muitos momentos, não estamos apenas lembrando do que aconteceu. Estamos tentando diminuir algum desconforto que aquela situação deixou.

Imagine, por exemplo, que durante uma conversa alguém muda o tom de voz e fica mais distante. Podemos pensar: “Eu fiz alguma coisa errada.” Esse pensamento pode despertar ansiedade ou insegurança e, então, começamos a revisar mentalmente tudo o que aconteceu em busca de uma resposta.

O problema é que pensar mais nem sempre significa compreender melhor.

Existe uma diferença entre refletir e ficar preso em um ciclo de pensamentos. Quando refletimos, conseguimos chegar a algum lugar: “Tem algo que eu poderia ter feito diferente?”, “Preciso conversar com essa pessoa?”, “O que posso aprender com isso?”

Quando entramos em um ciclo de ruminação, as perguntas se repetem, mas não produzem uma resposta nova. Pelo contrário: muitas vezes aumentam a ansiedade, a culpa e a insegurança.

E existe outro detalhe importante: nem sempre teremos acesso ao que o outro pensou sobre nós. Podemos analisar cada palavra, cada expressão e cada silêncio e, ainda assim, continuar sem a certeza que estávamos procurando.

Por isso, quando perceber que está revivendo uma conversa pela décima vez, talvez valha a pena se perguntar:

“Existe alguma coisa que eu ainda preciso fazer sobre o que aconteceu ou estou tentando encontrar uma certeza que talvez eu não possa ter?”

Nem todo pensamento precisa de uma resposta. Às vezes, precisamos apenas perceber que já pensamos o suficiente sobre ele.

Quem sou eu?
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Pedro Ivo de Oliveira Cardoso

CRP:

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Atendimento:

Presencial, Online

Olá! Sou Pedro, psicólogo clínico, e ofereço um espaço de escuta acolhedora, ética e sem julgamentos. Meu trabalho é inspirado pela abordagem existencial-fenomenológica, que busca compreender cada pessoa a partir de sua experiência singular, da forma como vivencia o mundo, suas relações, escolhas, angústias e possibilidades.

A terapia pode ser um momento para desacelerar, olhar com mais atenção para o que você está vivendo e construir novas formas de se relacionar consigo mesmo, com os outros e com a própria história. Não trabalho com respostas prontas ou fórmulas universais: acredito que o processo terapêutico se constrói a partir do encontro entre terapeuta e paciente, respeitando o tempo, a história e as possibilidades de cada pessoa.

Atendo adultos e adolescentes que estejam passando por momentos de sofrimento emocional, dificuldades nos relacionamentos, conflitos familiares, questões relacionadas ao trabalho, mudanças e transições de vida, entre outras situações que possam estar tornando a experiência de viver mais difícil.

Meu objetivo é oferecer um espaço em que você possa falar sobre aquilo que está vivendo com liberdade e segurança, buscando compreender sua experiência e encontrar, junto comigo, caminhos possíveis para lidar com ela.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 80,00

/

50 minutos

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