
A ansiedade nem sempre aparece em pensamentos acelerados. Muitas vezes, ela surge primeiro no corpo: aperto no peito, falta de ar, dor no estômago, tensão muscular, cansaço constante. Na psicossomática, entendemos que o corpo responde a emoções que não encontraram espaço para serem sentidas ou expressas. Quando a mente não dá conta, o corpo assume como um sinal de alerta de que algo está errado.
Um ponto importante, e pouco falado, é que a ansiedade não vem só do excesso, mas também da falta: falta de pausa, de acolhimento, de segurança emocional. O corpo entra em alerta constante porque aprendeu que precisava estar sempre atento. Esses sintomas não são fraqueza. Muitas vezes, foram formas de adaptação e sobrevivência. O problema é quando esse estado continua mesmo quando o "perigo" já passou. O caminho não é calar o corpo, mas escutá-lo. A terapia oferece um espaço para entender essas mensagens e construir, aos poucos, um jeito mais seguro de existir.
Bruna Alencar
Psicóloga CLínica.
CRP: 06/224310





