
A sociedade tem uma resposta não dita para essa pergunta.
E a perda perinatal quase nunca está nela.
Uma perda sem ritual
É uma perda que muitas vezes não tem velório. Não tem ritual. Não tem o tempo coletivo de luto que a sociedade oferece para outras mortes. Às vezes não tem nem testemunha.
E a mulher que perdeu fica com uma dor enorme dentro de um mundo que não sabe muito bem como ficar do lado dela. Que diz "vai passar". Que diz "você é jovem, pode tentar de novo". Que diz, com o silêncio, que talvez não seja para tanto.
Mas é para tanto.
O que foi perdido
Porque ela não perdeu só uma gestação. Ela perdeu um futuro que já havia começado a existir dentro dela. Um vínculo que já havia se formado, mesmo que o mundo de fora ainda não tivesse visto, ainda não tivesse nomeado, ainda não tivesse reconhecido como real.
O vínculo não começa no nascimento. Ele começa muito antes. E quando ele é interrompido, o luto que vem é proporcional ao amor que já estava lá, não ao tempo de gestação, não ao que o mundo considera suficiente para justificar a dor.
Elaborar não é superar
Elaborar essa perda não é superar. Não é seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Não é ser forte o suficiente para não deixar que isso te defina.
É dar a ela o lugar que merece. É permitir que o luto exista mesmo quando ninguém ao redor sabe muito bem como sustentar isso com você. Mesmo quando a pressão para "estar bem" chega antes do tempo.
O luto perinatal precisa de espaço, de testemunha, de tempo. Coisas que o mundo raramente oferece mas que fazem toda a diferença.
O que mais cura
Eu acompanho mulheres nesse lugar. E o que aprendi, ao longo do tempo, é que o que mais cura não é o tempo em si.
É ser vista.
É ter alguém que não minimiza, não desvia, não tem pressa. Que não muda de assunto quando a dor aparece. Que fica mesmo quando não há nada a dizer, mesmo quando o silêncio é o único lugar possível.
Se você viveu uma perda que sentiu que não tinha direito de chorar, você tinha. Você tem.
E se você sente que ainda carrega essa dor sem ter tido espaço para ela, saiba que a psicoterapia pode ser esse lugar de ser vista, de elaborar no seu tempo, sem pressa e sem julgamento. Me encontre aqui abaixo.
Thainá
Quem sou eu?

Beatriz de Souza
CRP:

06/205069
Atendimento:
Online
Às vezes o que sentimos toma conta da nossa vida sem nem percebermos, mas não precisa ser assim.
Prazer, sou Beatriz, psicóloga especialista em Clínica Fenomenológico-Existencial pelo IFEN-RJ. Acompanho adultos, jovens adultos e adolescentes que vivenciam exaustão mental, crises de ansiedade, burnout , esgotamento acadêmico, oscilações importantes de humor como bipolaridade, dificuldades em relacionamentos, autoestima abalada, busca de reconstrução de sentido e formas de lidar com a sensação de insegurança, solidão, ansiedade e tristeza profunda.
Na terapia, busco compreender não apenas o que está acontecendo com você, mas como você está vivendo essa experiência. O processo é um espaço para olhar para sua história, seus sentimentos, escolhas, relações e limites, construindo novas possibilidades de lidar com aquilo que hoje parece difícil de sustentar.
Se você sente que é o momento de desacelerar o ruído externo e olhar com carinho para o seu mundo interior, entre em contato, estarei aqui para caminhar ao seu lado.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
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