
Ao longo da minha trajetória como psicólogo clínico, e no passado também como professor da rede pública, pude conhecer e atender muitas pessoas que eram expatriadas aqui no Brasil e fora do país (brasileiros residentes no exterior). Embora fossem de nacionalidades diferentes, estas pessoas pareciam partilhar de algumas experiências em comum - mesmo entre elas, cada um à sua maneira.
Talvez algumas das vulnerabilidades sejam o que causam certas dificuldades, tais como a pré-partida, a jornada, o país de destino ou o possível retorno/reintegração ao país de origem. Como muitos de vocês sabem, a pré-partida é um momento instável, sempre cheio de afazeres; a preocupação com os problemas a serem resolvidos para que tudo dê certo na viagem, a despedida (ou “até logo’s”) dos laços conhecidos costumam causar um misto de tristeza e alegria, com o distanciamento e o bem querer pelo sucesso daquele que imigra. Já no trânsito (a jornada) acontece de tudo, toda atenção no momento presente, uma espécie de hipervigilância estressante para quem não lida bem com mudanças. Neste momento muitos ficam sufocados entre aquilo que foi e aquilo que vem a ser; o luto e a esperança (ou incerteza) andam de mãos dadas, o sufoco deste momento concorda com as alturas do avião.
Quando chegam ao país de destino, os desconfortos mais conhecidos entre nós aparecem: desencontro linguístico para quem ainda não sabe o idioma local, dificuldades de comunicação não verbal — certos comportamentos sutis que são aprendidos no cotidiano local. Até episódios de xenofobia, assédio/exploração de diversas naturezas acossam o expatriado, desde racismo à lgbtfobia. Haja paciência e disposição para lidar com tudo isso.
Logo depois, em alguns casos, o retorno — mesmo que temporário — ao país de origem, aos laços familiares, amizades e conhecidos pode ser também fonte de descontentamento. O que você conhecia não é mais o mesmo, as pessoas mudam, os lugares se transformam, e até você mesmo pode se sentir “mais à frente na vida” que os outros, pois se movimentou enquanto alguns ficaram no mesmo lugar.
Tudo isso é fonte de angústia, ansiedade, culpa… Mas muitos tomam uma atitude diferente e buscam ajuda com a rede de apoio local, com seus conterrâneos, e sem dúvida essa rede vai ajudar aquele que é novo no desconhecido. Alguns também recorrem a uma ajuda profissional, como um psicólogo que atende expatriados no processo de adaptação ao novo país, de forma pontual ou contínua no permanecimento e também, se for o caso, no processo de retorno ao país de origem.
Se você se identificar, estou aqui pra te ajudar. Sou psicólogo clínico e orientador profissional e de carreira, trabalho com expatriados há bastante tempo. Entre em contato, será um prazer conversar com você.





