
A ansiedade nos relacionamentos raramente começa com grandes discussões; ela começa no silêncio.
É na espera angustiante por uma mensagem que demora a chegar, na sensação súbita de que “algo está errado” se o outro se afasta um pouco, ou na constante tentativa de prever o humor do parceiro para garantir que nada saia do lugar.
Quando o medo do abandono e da rejeição assume o controle, amar deixa de ser um ponto de encontro e vira um estado constante de vigilância.
- Você se pega adaptando suas vontades e opiniões apenas para evitar divergências?
- Sente um nó no peito ou uma urgência desesperada sempre que percebe qualquer sinal de distância física ou emocional?
- Acaba assumindo a responsabilidade por restaurar a paz, mesmo quando não errou, só para garantir que o outro não vá embora?
Se você se identifica com essa rotina, é muito provável que esteja vivendo o que muitas vezes chamamos de entrega, mas que, no fundo, é uma tentativa exaustiva de não reviver o desamparo.
A psicanalista Ana Suy fala: miramos no amor e acertamos na solidão
A psicanalista e escritora Ana Suy nos traz uma reflexão valiosa: muitas vezes a gente mira no amor e acerta na solidão. Mas por que isso acontece com tanta frequência?
Porque o medo do abandono não nasce na relação presente; ele tem história. Quando aprendemos muito cedo que o afeto, a segurança ou a permanência do outro dependem do quanto éramos "fáceis de gostar", do quanto ajudávamos ou do quanto não dávamos trabalho, a nossa mente registra uma equação perigosa: para ter vínculo, eu preciso desaparecer/agradar excessivamente, me ajustar.
O grande paradoxo: Na tentativa de não perder o outro, você se abandona. E quando você se abandona para caber em uma relação, a solidão acontece dentro do próprio relacionamento — porque você já não está mais lá.
Você não está apenas amando; está tentando controlar o incontrolável para não sentir o abismo de ficar sem chão. E sustentar essa vigilância cobra um preço altíssimo da sua saúde mental, manifestando-se em crises de ansiedade, sintomas depressivos e uma sensação crônica de insuficiência.
Qual a diferença entre garantia e presença
Relacionamentos saudáveis não são aqueles em que a permanência é garantida sob vigília, mas aqueles em que é possível existir com segurança. Existe uma diferença entre amar por medo de abandono e amar com confiança.
Amar pelo medo do abandono
Foco na vigilância: Busca constante por sinais de que o outro vai embora.
Fusão e anulação: Apagar as próprias necessidades para evitar conflitos.
Sensação de ameaça: Qualquer distância parece um abandono definitivo.
Amar com presença e confiança
Foco na presença: Abertura para viver o encontro sem a obrigação de controlar o amanhã.
Diferença e espaço: Suportar que o outro é diferente de você e tem uma vida além da relação.
Segurança no vínculo: Compreensão de que momentos de pausa e individualidade não destroem o afeto.
Como a psicoterapia auxilia nesse processo de autoconhecimento?
Romper esse ciclo não significa "aprender a não se importar" ou virar uma pessoa fria. Significa construir um chão interno que não desmorone quando o outro se afasta.
Na psicoterapia, trabalhamos para que você possa:
- Mapear a origem do medo: Compreender quais marcas e histórias do seu passado ainda operam no seu modo atual de se relacionar.
- Sustentar a própria presença: Deixar de se abandonar, de fazer coisas para agradar, cada vez que sente que o vínculo está ameaçado.
- Redefinir o lugar do outro: Parar de colocar o parceiro no lugar de resgatador ou de única fonte de segurança psíquica.
- Tolerar a falta sem desorganização: Aprender a lidar com a ansiedade da incerteza sem precisar reagir com controle, submissão ou desespero.
Você não precisa continuar sustentando o peso de se anular para ser escolhida.Se você percebe que a ansiedade e o medo de rejeição têm ditado os seus relacionamentos e tirado a sua paz, a psicoterapia é o espaço seguro para você reescrever essa forma de se vincular.Agende uma consulta para iniciarmos essa trajetória de autoconhecimento. Você merece escuta e acolhimento.
Quem sou eu?

Julia da Costa Neves
CRP:

06/214193
Atendimento:
Online
Você merece se sentir bem consigo mesmo, compreender suas emoções e viver relações mais saudáveis.
E ás vezes, a ansiedade, as inseguranças e as dificuldades nos relacionamentos tornam a rotina mais pesada do que gostaríamos. Em meio a tantos sentimentos e cobranças, pode ser difícil entender o que está acontecendo e encontrar novas formas de lidar com tudo isso. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho.
Sou Júlia Neves, psicóloga clínica, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neurociência e Comportamento.
Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento, no qual você possa falar sobre suas experiências sem julgamentos, compreender seus pensamentos e emoções e desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.
Acredito que a terapia é um processo de autoconhecimento e transformação, que permite construir novas perspectivas, fortalecer sua autonomia e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.
Dar o primeiro passo pode ser desafiador, mas você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser o início de uma nova forma de olhar para si e para a sua história.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 60,00
/
50 minutos
Últimas publicações desse Terappeuta



