
O complexo materno originalmente positivo no homem nasce de experiências de cuidado, nutrição e pertencimento que ajudam a formar o corpo, o afeto e o modo de existir. São vivências que estruturam a sensibilidade e favorecem a imaginação. Essa base é valiosa e, muitas vezes, decisiva para o florescimento emocional.
O problema surge quando essa atmosfera não é seguida pela diferenciação necessária. A força que sustentava começa a funcionar como limite. Aquilo que, no início, protegia, passa a impedir o movimento. A positividade inicial se transforma em estagnação.
O caso clínico de Balthasar, apresentado por Verena Kast em Filhas de Pai e Filhos de Mãe, ilustra essa dinâmica. Ele era talentoso, sensível e imaginativo, mas não conseguia transformar potencial em ação. A matriz materna, vivida como um campo de abundância, funcionava como referência absoluta. Qualquer afastamento era sentido como abandono e, por isso, ele evitava escolhas e permanecia preso ao mundo interno.
Quando o complexo materno positivo não é atravessado, surge uma identificação com o infantil. O homem passa a esperar que o mundo o nutra, da mesma forma que a mãe fazia. A autonomia enfraquece e a tolerância à frustração diminui, porque os limites da realidade são percebidos como feridas profundas. Viver deixa de ser encontro com o novo e se torna tentativa contínua de reencontrar a atmosfera original.
Nessa condição, o arquétipo da Mãe ocupa o centro. A vida psíquica perde movimento. A individuação, que exige assumir riscos, suportar perdas e tomar decisões, fica comprometida. No trabalho clínico, a tarefa não é romper com a mãe real, mas transformar a experiência materna em referência simbólica. A maturidade surge quando o homem reconhece a origem e, mesmo assim, se separa dela o suficiente para seguir adiante. Esse deslocamento interno permite que a nutrição inicial continue presente como solo para a própria caminhada.
Quem sou eu?

Larissa Sardi Fagiolo Montanher
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Olá! Me chamo Larissa, sou psicóloga clínica, graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desde 2017. Minha atuação é fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, promovendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios da vida.
Realizo atendimentos psicológicos a crianças e adultos, nas modalidades presencial e on-line, oferecendo um espaço de escuta, acolhimento e cuidado, respeitando a individualidade e as necessidades de cada pessoa.
Acredito que cada pessoa carrega consigo uma história única, com sentimentos, experiências e desafios que merecem ser acolhidos com carinho e respeito. Por isso, meu objetivo é oferecer um espaço seguro, leve e livre de julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para falar sobre o que sente e vivencia.
Na psicoterapia, caminhamos juntos em um processo de autoconhecimento, compreensão das emoções e desenvolvimento de recursos para lidar com as dificuldades do dia a dia. Cada etapa é conduzida com escuta sensível, empatia e respeito ao tempo e à individualidade de cada pessoa.
Você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser um espaço para se conhecer melhor, fortalecer-se emocionalmente e construir novas possibilidades para sua vida.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
40 minutos
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