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Passamos tanto tempo tentando prever os caminhos, evitar perdas e garantir que nada saia do lugar, como se a vida pudesse ser domesticada. Mas há algo que escapa a qualquer planejamento: o encontro com o inesperado.
É justamente nesse ponto de ruptura que nos descobrimos. Quando os planos deixam de sustentar nossas certezas, somos convidados a criar novos sentidos, a reinventar a forma como habitamos o mundo.
Talvez amadurecer não seja controlar melhor a vida, mas suportar que ela nunca estará totalmente sob nosso domínio. Afinal, não é na ausência do imprevisto que nos tornamos humanos, e sim na maneira como seguimos vivendo depois que ele chega.
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