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Síndrome do “salva-vidas”: quando ajudar o outro vira uma forma de se abandonar

8 de jan. de 2026

Saúde mental
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Na Psicologia, o que popularmente chamamos de síndrome do salva-vidas está relacionado a padrões comportamentais em que a pessoa sente uma necessidade constante de “resgatar” o outro ,emocionalmente, financeiramente ou psicologicamente ,mesmo às custas do próprio bem-estar.
Esse padrão costuma estar associado a:
-Baixa autoestima
-Necessidade de validação externa
-Medo de rejeição ou abandono
-Crenças disfuncionais, como: “Só sou amado se for útil” ou “É minha responsabilidade consertar o outro”

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) explica que essas crenças influenciam escolhas repetitivas de relacionamentos desequilibrados, nos quais a pessoa assume o papel de cuidador enquanto o outro ocupa o lugar de quem sempre precisa ser salvo.
Do ponto de vista científico, esse comportamento também pode se relacionar à codependência emocional, caracterizada por dificuldade de estabelecer limites, hipervigilância às necessidades alheias e negligência das próprias emoções.
Ajudar não é o problema.
O problema surge quando ajudar se torna uma obrigação, uma identidade ou a única forma de se sentir necessário. Relações saudáveis envolvem troca, autonomia e responsabilidade emocional compartilhada ,não resgate constante.
A psicoterapia auxilia na identificação desses padrões, na reestruturação de crenças e no desenvolvimento de limites saudáveis, permitindo que o cuidado com o outro não aconteça às custas de si mesmo.

Annyta Nunes | Psicóloga Clínica

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