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Síndrome do Impostor: por que você se sente uma fraude mesmo sendo competente?

26 de mar. de 2026

Letícia Lilian Evangelista

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Psicoterapia

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A chamada Síndrome do Impostor não é um transtorno formal, mas um fenômeno psicológico amplamente estudado que envolve a dificuldade persistente de internalizar conquistas e reconhecer a própria competência. Indivíduos que vivenciam esse padrão tendem a atribuir seus resultados a fatores externos, como sorte, esforço excessivo ou circunstâncias favoráveis, enquanto mantêm a crença central de que, em algum momento, serão “descobertos” como uma fraude. Sob a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse fenômeno está diretamente relacionado a distorções cognitivas e crenças nucleares disfuncionais. Entre as principais, destacam-se a desqualificação do positivo, o pensamento dicotômico e a personalização. Mesmo diante de evidências concretas de competência, o indivíduo filtra seletivamente informações que confirmam sua autopercepção negativa. Além disso, observa-se a presença de regras rígidas de desempenho, como “eu preciso ser perfeito para ser aceito” ou “se eu falhar, isso prova que sou incapaz”. Essas crenças levam a um ciclo de manutenção: quanto mais a pessoa se esforça para compensar sua suposta inadequação, mais reforça a ideia de que seu sucesso não é genuíno, mas fruto de esforço extremo. Esse padrão cognitivo está frequentemente associado à ansiedade, procrastinação e autocobrança excessiva. Em alguns casos, pode levar à evitação de desafios, justamente para não “confirmar” a crença de incapacidade. A intervenção em TCC busca promover a reestruturação cognitiva dessas crenças disfuncionais, incentivando o indivíduo a desenvolver interpretações mais realistas sobre seu desempenho e a reconhecer evidências concretas de sua competência. Técnicas como registro de pensamentos automáticos, experimentos comportamentais e flexibilização de padrões perfeccionistas são fundamentais nesse processo. Reconhecer a Síndrome do Impostor não é sobre eliminar a insegurança, mas sobre construir uma relação mais funcional com ela, baseada em evidências e não em distorções cognitivas. #terapiaonline #psicologa #sindromedoimpostor#terappia

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