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Será que sou fraca por sentir?

As emoções também podem ser nossos guias e fortalezas

23 de ago. de 2026

Sophia da Cunha Geraldo Costeski

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Mulher

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Já te julgaram como “sensível demais”?

Muitas mulheres passam pela experiência de terem suas emoções e percepções invalidadas e taxadas como “dramáticas”, “exageradas” ou “intensas demais”. Mas por que, para tantas pessoas, sentir se tornou sinônimo de fraqueza?

Os sentimentos podem carregar peso, dor, lutos e marcas de experiências difíceis. Podem nos mobilizar a tal ponto que, por vezes, não nos vemos capazes de seguir com a própria vida. Podem nos fazer sentir “reféns” daquilo que acontece dentro de nós.

Mas sentir também pode ser uma forma de escutar a si mesma.

Nossas emoções podem sinalizar necessidades, revelar limites, apontar desejos e indicar caminhos em direção a uma vida mais autêntica e com mais sentido.

Talvez, ao explorar esse mar de emoções e permitir-se sentir, inclusive aquilo que parece “demais”, seja possível descobrir que sensibilidade não é necessariamente fragilidade.

Em um ambiente propício e seguro, como o da psicoterapia, aquilo que antes parecia confuso, intenso ou impossível de suportar pode, aos poucos, ganhar significado.

Você não precisa deixar de sentir para aprender a lidar com o que sente.

Talvez o caminho seja justamente aprender a escutar o que suas emoções têm a dizer.

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