
Tem dias em que o sentir não bate na porta.
Chega como uma correnteza forte: tentamos controlar, ignorar, convencer a nós mesmos de que vai passar. Mas sentir não funciona assim.
Sentir é inevitável. Quanto mais resistimos ao que acontece dentro de nós, mais difícil fica atravessar.
E como somos ensinados a lidar com o que sentimos? Não é raro encontrarmos maneiras de como esconder, de seguir em frente, a parecer bem, a se distrair. Mas, o que é reprimido costuma encontrar outra forma de aparecer…
Evitar o sentir nunca foi o mesmo que superar.
Dito isso, talvez a missão não seja evitar a água, e sim, navegar por ela com o suporte suficiente; considerar que o desconforto e as emoções ruins também fazem parte da jornada e que irão compor a elaboração necessária para continuarmos.
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