
Sempre reflito muito quando me dizem: "o que acontece na sessão?", "o que você fala?", “não tenho paciência para ficar falando e não me responderem nada”
Mas, a verdade, é que uma análise nunca vai ser isso que muitas pessoas parecem querer
Não é de onde vamos sair revigorados
Não é onde vamos receber respostas
Não é uma hora para organizar a vida
Não é um dos itens para riscar da lista do “wellness lifestyle” e ir embora com a sensação de que tudo está bem
Para só voltar na próxima semana
Na grande maioria das vezes, saímos da sessão incomodados
Refletindo
E é para ser assim.
Porque é justamente aí que alguma coisa se mobiliza
Coisas tão íntimas, enterradas, escondidas
Certezas que tanto acreditávamos
Quando isso é posto em xeque
Nos desestabiliza
E é isso que nos põe em movimento
Freud disse “o eu não é senhor em sua própria casa”
E foi um choque na época
E ainda é hoje
Porque é desconfortável, e até assustador, descobrir que não nos conhecemos tão bem quanto achávamos
Existe tanta pressa em afastar o que incomoda
Se dói, abandona-se.
Se não produziu alívio imediato, troca-se
Acho que por isso muitos falam que a Psicanálise não funciona
Não dá tempo
Mas uma análise não trabalha apenas para que a dor desapareça
Primeiro nos pergunta: o que essa dor diz? de onde ela vem? qual a nossa participação nela?
E isso leva tempo
Então, uma análise não “serve” para sairmos de cada sessão nos sentindo melhor
Trata-se de, finalmente, nos escutar
E fazer o que quisermos com isso
Se você sente que pode ser seu momento de começar, me manda uma mensagem!
Quem sou eu?

Ivana Machado Schena
CRP:

07/38688
Atendimento:
Presencial, Online
Olá. Me chamo Ivana, sou psicóloga clínica graduada pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e atual pós-graduanda em Clínica Psicanalítica pela Universidade Franciscana (UFN). Oriento minha escuta através da psicanálise, tendo como ênfase de estudos temas como sexualidade, gênero, feminilidade, educação, luta antimanicomial e arte.
O gosto pela palavra - e o que é possível narrar através dela - aliado à curiosidade genuína em ouvir histórias, sem restrições morais, são os pilares que sustentam minha prática clínica. Ao acompanhar vidas que surgem, renúncias - a dor e o prazer que viver desperta -, o psicólogo/analista aposta no surgimento de um novo sujeito, ato que só é possível dentro de uma relação segura, confortável e de cuidado.
Valor da Sessão / Tempo de duração



