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Viver preso ao “e se” também adoece

9 de jan. de 2026

Annyta Walesska Flavianny Oliveira Nunes

Saúde mental
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Na Psicologia, permanecer preso a cenários imaginados do passado está fortemente associado à ruminação, um padrão cognitivo marcado por pensamentos repetitivos sobre perdas, erros e possibilidades não concretizadas. Estudos mostram que a ruminação aumenta o risco de ansiedade, depressão e sensação constante de estagnação emocional.
Na psicoterapia, especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos a identificação desses pensamentos contrafactuais , os famosos “e se…” ,que mantêm a pessoa emocionalmente ligada a uma versão da vida que não existe mais. Embora naturais, esses pensamentos podem se tornar disfuncionais quando impedem o contato com o presente e a construção do futuro.
Prender-se ao que poderia ter sido costuma esconder crenças profundas como:
“Eu perdi minha única chance”
“Se tivesse agido diferente, tudo estaria resolvido”
“Não sou capaz de construir algo melhor”
O processo terapêutico ajuda a ressignificar perdas, fortalecer a aceitação psicológica e desenvolver flexibilidade cognitiva, permitindo que a pessoa direcione energia para escolhas reais, possíveis e alinhadas com quem ela é hoje. Soltar o passado não é apagar a história, é parar de viver refém dela.
É reconhecer o que foi, aprender com isso e seguir com mais consciência emocional. Se você sente que vive preso(a) a um passado que não muda, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para reconstruir sentido, autonomia e novos caminhos.

Annyta Nunes | Psicóloga Clínica

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