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Você conquista. E mesmo assim não chega.

Sobre o objeto que esvazia, o gozo que dói — e a culpa que virou lar.

24 de jun. de 2026

Arthur Almeida Caram Andre

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Autoconhecimento

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Existe um lugar que você está tentando alcançar há muito tempo. Você não sabe nomear exatamente — mas reconhece a busca. Em cada meta, em cada conquista, em cada vez que você finalmente consegue aquilo que queria e sente, alguns dias depois, que o brilho foi embora.

Não é ingratidão. É que o objeto nunca foi o destino real. Era só o caminho mais próximo para algo que não tem endereço no mundo externo.

"O desejo não quer o objeto. Quer o que o objeto prometeu ser — e essa promessa nenhum objeto real consegue cumprir."

Esse lugar que você busca tem origem. É a memória de um estado anterior à castração — anterior à descoberta de que você é faltoso, de que o outro também é faltoso, de que a completude que parecia existir lá atrás era uma ilusão necessária. Quando essa ilusão cai, o que sobra é a falta. E o sujeito passa o resto da vida tentando, de formas cada vez mais sofisticadas, não precisar olhar para ela.

O sintoma entra aqui não como falha — mas como solução. Uma solução que dói, mas que é familiar. E familiaridade, para o cérebro, tem o mesmo peso neurológico que recompensa. Os circuitos formados mais cedo são os de menor resistência. O sofrimento conhecido ativa o que o prazer desconhecido nunca ativaria com a mesma profundidade.

"O sintoma não persiste apesar do sofrimento que causa. Persiste por causa do gozo que entrega — e o gozo do reconhecido sempre supera o prazer do novo."

E a autopunição — aquela voz que diz que você deveria ter feito mais, sido mais, chegado mais longe — não é crueldade gratuita. É o superego respondendo à impossibilidade de ser completo. Como a lei interna exige o que é inalcançável, a culpa é permanente. Sempre haverá uma versão de você que faltou ser.

Paradoxalmente, essa culpa também conforta. Ela prova que você se importa. Que ainda está tentando. Que o lugar da completude ainda existe — só está um passo à frente.

É aí que o ciclo se fecha e se perpetua.

Você não precisa resolver a falta.
Precisa parar de tratá-la como um problema a ser resolvido.

A completude que você busca nunca existiu no mundo externo.
E reconhecer isso — de verdade — é o único movimento que muda alguma coisa.

Quem sou eu?
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Thainara Araujo Oliveira

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Online

✨ Oie, eu sou a Thainara!

Psicóloga de Fortaleza, cuido de jovens e adultos que estão sentindo o peso da vida profissional: esgotamento, sobrecarga, dilemas de carreira e aquele sentimento de que o trabalho tem engolido tudo. Através da Terapia Cognitivo-Comportamental, ajudo meus pacientes a reencontrarem equilíbrio, saúde emocional e qualidade de vida.

Acredito que a terapia é um respiro necessário em meio à correria, um espaço de pausa, de escuta e reconstrução, vamos juntos? 🤍

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 80,00

/

50 minutos

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