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Você não quer a pessoa. Quer o que ela representa.

Sobre buscar aprovação de quem não aprova, desejar o desejo do outro — e o que isso diz sobre como você se enxerga.

3 de ago. de 2026

Arthur Almeida Caram Andre

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Mulher

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Existe um padrão que aparece de formas diferentes em pessoas diferentes — mas que no fundo tem a mesma raiz. Tem quem só se sinta atraído por quem não demonstra interesse. Quem gasta energia tentando conquistar a aprovação de exatamente quem nunca vai dar. Quem adora ser desejado — mas, quando o outro se aproxima de verdade, perde o interesse.

À primeira vista parecem padrões diferentes. Mas todos estão falando a mesma coisa sobre a relação do sujeito consigo mesmo.

"Você não busca a pessoa. Busca o que conquistá-la provaria sobre você — e essa prova nunca chega, porque o juiz é interno."

Buscar aprovação de quem não aprova tem uma lógica inconsciente precisa. Se alguém que já te aprova te aprova, isso não prova nada — afinal, talvez seja fácil te aprovar. Mas se alguém difícil, distante, crítico, te aprovar — aí sim. Aí a aprovação valeria algo. O problema é que esse alguém difícil foi escolhido exatamente por ser difícil. E o que o sujeito está reproduzindo, sem perceber, é a dinâmica de uma figura primária que nunca aprovou o suficiente — e cuja aprovação ele ainda está tentando conquistar, décadas depois, em corpos diferentes.

Não é a pessoa que não aprova que importa. É o que ela representa. O que ela reativa. O circuito que ela acende — e que o sujeito confunde com atração, com conexão, com sentido.

"A pessoa que te trata mal não é interessante. É familiar. E o cérebro confunde familiar com significativo — porque foi assim que aprendeu o que amor parece."

O outro padrão — querer o desejo do outro, não o outro em si — tem uma dinâmica diferente mas igualmente reveladora. Lacan descreveu isso com precisão: o desejo do sujeito é fundamentalmente o desejo do Outro. Não o objeto em si, mas o fato de ser desejado. De existir no olhar do outro como algo valioso, cobiçado, inatingível.

Enquanto o outro deseja e não tem, o sujeito se sente completo — porque o desejo do outro funciona como espelho. Prova que ele existe. Que tem valor. Que é suficiente. Mas quando o outro se aproxima de verdade, quando o desejo vira presença, vira intimidade, vira demanda real — o encanto some. Porque o espelho sumiu. O que era reflexo virou relação. E relação exige o que o espelho nunca exigiu: presença real, vulnerabilidade, reciprocidade.

"Você não queria a pessoa. Queria o que o desejo dela dizia sobre você. Quando ela chegou perto demais, deixou de ser espelho — e virou ameaça."

No fundo, os dois padrões convergem para o mesmo ponto: uma relação com o próprio valor que depende inteiramente do externo para se sustentar. Quem busca aprovação do inatingível está dizendo, sem palavras, que não acredita merecer o que é fácil. Quem precisa do desejo sem a presença está dizendo que a intimidade real é perigosa demais para ser sustentada.

Ambos são formas sofisticadas de não se expor de verdade. De permanecer em movimento sem nunca chegar. De manter o desejo aceso sem ter que entregar — e sem ter que receber — o que o desejo promete.

A pergunta que a terapia eventualmente faz não é por que você escolhe essas pessoas. É o que você acredita, no fundo, que merece. O que você consegue sustentar quando alguém realmente quer ficar. O que acontece em você quando a aprovação aparece fácil — e por que o fácil parece suspeito.

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Brenda Suellen Santos Rodrigues

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Olá, bem-vindo(a)

Como psicóloga falo sobre dores que nem sempre são vistas por quem olha de fora, mas não quer dizer que não estejam sendo sentidas.

Muitas dessas dores acabam sendo silenciadas, por se falar pouco ou por não encontrar espaço seguro para poder compartilhar. Trabalho com terapia para brasileiros que vivem no Brasil e exterior, oferecendo um lugar onde as pessoas possam sentir que suas dores estão sendo ouvidas através da escuta de uma psicóloga e imigrante.

Moro na Europa desde 2023, essa experiência me permitiu sentir e falar sobre dores como: pertencimento, identidade, luto, adaptação, relacionamentos. Por essa razão meu trabalho tem um olhar e foco especial para jornadas de imigrantes.

Você não precisa morar fora para fazer terapia comigo. Atendo você de qualquer lugar no mundo.

A psicoterapia pode ser um caminho para você dar voz a sua história. Se você deseja dar mais atenção ao que você está sentindo, será um prazer acompanhar você.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 80,00

/

50 minutos

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