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Você quer mais. E se pune por querer.

Sobre a ambição que não descansa, a conquista que esvazia — e a culpa que ninguém pediu mas todo mundo carrega.

13 de ago. de 2026

Arthur Almeida Caram Andre

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Autocuidado

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A conquista vem. E dura pouco. E logo há um novo horizonte — e junto dele, uma culpa silenciosa de não estar satisfeito com o que outros achariam mais do que suficiente.

Como se querer mais fosse um excesso moral. Como se a ambição precisasse ser justificada — ou escondida.

"Você não tem um problema com ambição. Tem um problema com o que a ambição está tentando provar — e que nenhuma conquista tem estrutura para provar."

Porque a conquista não é só busca de prazer. É busca de evidência. De que você é válido. De que merece ocupar o espaço que ocupa. E quando o valor não foi dado — quando precisou ser conquistado desde cedo — cada objetivo vira uma tentativa de acumular prova suficiente.

Mas como a crença subjacente é de insuficiência, nenhuma prova externa a altera de forma permanente. O objeto é alcançado. O brilho some. E o ciclo recomeça — agora com mais culpa por não ter chegado.

"Você não está conquistando para ter mais. Está conquistando para sentir que merece o que já tem. Esse é um patamar que nenhuma conquista pode estabelecer."

A culpa de querer mais que os outros não veio do nada. Veio de um lugar onde querer muito foi lido como arrogância, como ingratidão, como deslealdade. E o desejo, em vez de ser celebrado, virou algo a ser contido.

Reconhecer isso não encerra o desejo. Libera você de tratá-lo como culpa.

Querer muito não é seu defeito.
É o sinal de alguém que aprendeu que valor precisa ser provado —
e que ainda não encontrou evidência suficiente para encerrar o julgamento.

A conquista que você busca não está no próximo objetivo.
Está na revisão da crença que diz que você ainda não chegou lá.

Quem sou eu?
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Julia da Costa Neves

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Online

Você merece se sentir bem consigo mesmo, compreender suas emoções e viver relações mais saudáveis.

E ás vezes, a ansiedade, as inseguranças e as dificuldades nos relacionamentos tornam a rotina mais pesada do que gostaríamos. Em meio a tantos sentimentos e cobranças, pode ser difícil entender o que está acontecendo e encontrar novas formas de lidar com tudo isso. Você não precisa enfrentar esse processo sozinho.

Sou Júlia Neves, psicóloga clínica, especializada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neurociência e Comportamento.

Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta, acolhimento e desenvolvimento, no qual você possa falar sobre suas experiências sem julgamentos, compreender seus pensamentos e emoções e desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia.

Acredito que a terapia é um processo de autoconhecimento e transformação, que permite construir novas perspectivas, fortalecer sua autonomia e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.

Dar o primeiro passo pode ser desafiador, mas você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser o início de uma nova forma de olhar para si e para a sua história.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

50 minutos

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