
Todo mundo (ou quase) já ouviu falar do “O mágico de Oz”
Inicialmente nos deparamos com Dorothy Gale, insatisfeita onde vive, com suas injustiças no Kansas e, em um momento de desamparo, propenso às nossas fantasias, ela canta sobre seu desejo de fazer parte de um mundo em que problemas derretem como gotas de limão, e onde tudo o que você ousa sonhar, se realiza. Um lugar utópico mas que lhe faria feliz. Esse lugar, definitivamente, não é o Kansas.
Há uma forte ventania e um ciclone leva a casa de Dorothy, juntamente com ela e o seu cachorro Toto, para um outro mundo. Uma terra que se apresenta colorida, com a evidente diferença do Kansas sem cor.
Lá tudo é mágico, com fadas e criaturas diferentes. Dorothy é recepcionada por habitantes agradecidos pois ela pôs um fim à bruxa que os atormentavam. Tudo parecia perfeito, ela estava, enfim, além do arco-íris.
Eis que nesse lugar, a bruxa má do Oeste lhe jura vingança, e ela deseja reencontrar sua família no Kansas mas, para isso, é preciso seguir o caminho de pedras amarelas que a levará para Oz, onde o mágico que tudo pode fazer, proporcionará seu retorno.
A bruxa não para de persegui-la e sabotar o seu caminho. Seus companheiros de viagem possuem déficits que atrasam seu caminho, embora sejam boas companhias e, por fim, o mágico de Oz, sequer, é realmente um mágico de verdade.
Sair do Kansas era seu sonho, e um outro lugar (além do arco-íris), um grande objetivo.
No entanto, nesse lindo lugar colorido também havia problemas, injustiças e dores. Por fim, Dorothy luta para voltar ao Kansas e bate seus sapatinhos vermelhos em prol desse retorno.
Dorothy nos ensina que, nem sempre, nossas fantasias correspondem à realidade, a grama do vizinho é sempre mais verde, outro lugar é sempre melhor. No entanto, na grama do vizinho há conflitos e dores.
Essa não é uma reflexão sobre não sonhar e ir além do arco-íris, é sobre ter consciência de que é possível chegar lá, mas nesse lugar, problemas nunca derreterão como gotas de limão. Você será possivelmente mais feliz, mas também lidará com outros problemas que lhe farão idealizar e fantasiar novamente. Nessa eterna presença da falta que é a vida em si.





