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Você sente que ama demais ou teme demais perder?

Amar alguém não deveria significar se perder

18 de ago. de 2026

Isabelle Catarina Alves da Silva

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Autoconhecimento

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Talvez você já tenha vivido aquela sensação de gostar muito de alguém, mas, junto com o amor, carregar um medo constante de perder essa pessoa.

Ela demora para responder e você começa a pensar que alguma coisa mudou.

Ela fica mais distante em um dia e você se pergunta se ainda sente o mesmo.

Uma pequena mudança no comportamento dela pode fazer sua cabeça criar inúmeras possibilidades: “Será que ela está cansando de mim?”, “Será que conheceu alguém?”, “Será que fiz alguma coisa errada?”

E, de repente, você percebe que está tentando encontrar sinais de que está tudo bem o tempo inteiro.

Isso pode acontecer em pessoas que apresentam características de apego ansioso. Existe uma necessidade maior de segurança dentro dos relacionamentos e, principalmente, um medo intenso de que o vínculo seja rompido.

E esse medo pode fazer você buscar constantemente confirmação: perguntar se a pessoa ainda gosta de você, querer estar sempre perto, ficar angustiado quando ela se distancia ou sentir uma necessidade muito grande de saber o que ela está fazendo.

Mas isso é amor ou dependência?

Essa é uma pergunta difícil, porque quem sente tudo isso geralmente está amando de verdade.

O problema não é amar alguém.

O problema começa quando o medo de perder essa pessoa faz você se esquecer de si mesmo.

Quando você começa a deixar de fazer coisas que gosta para estar disponível para o outro.

Quando seus planos passam a depender da relação.

Quando estar sozinho parece insuportável.

Quando você aceita situações que machucam porque pensa: “Pelo menos eu ainda tenho essa pessoa.”

Ou quando sente que, se esse relacionamento acabar, você não vai conseguir ficar bem novamente.

É nesse ponto que podemos falar sobre comportamentos relacionados à dependência emocional.

Isso não significa que toda pessoa com apego ansioso tenha dependência emocional. São conceitos diferentes. Mas eles podem se encontrar quando a necessidade de segurança e o medo do abandono começam a fazer com que o relacionamento ocupe um espaço muito grande na vida da pessoa.

Talvez você não ame demais. Talvez esteja com medo demais.

Às vezes, aquilo que chamamos de “amar demais” é, na verdade, uma tentativa desesperada de não ser abandonado.

Você não quer necessariamente controlar o outro.

Você quer ter certeza de que ele não vai embora.

Você não quer necessariamente atenção o tempo inteiro.

Você quer sentir que continua sendo importante.

Você não quer necessariamente estar grudado naquela pessoa.

Você quer sentir segurança de que o vínculo continua existindo mesmo quando ela está distante.

E perceber isso pode mudar muita coisa.

Porque o caminho não é aprender a amar menos. É aprender a construir uma relação na qual você consiga amar alguém sem precisar abandonar a si mesmo.

Você pode amar profundamente e ainda ter sua própria vida.

Pode sentir saudade e continuar vivendo.

Pode desejar a presença de alguém sem acreditar que não consegue existir sem essa pessoa.

E pode aprender que a distância de alguém não significa, automaticamente, abandono.

Talvez a pergunta não seja “eu amo demais?”
Talvez seja: “quanto desse amor vem do desejo de estar com alguém e quanto vem do medo de ficar sem essa pessoa?”

Quem sou eu?
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Pedro Ivo de Oliveira Cardoso

CRP:

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Atendimento:

Presencial, Online

Olá! Sou Pedro, psicólogo clínico, e ofereço um espaço de escuta acolhedora, ética e sem julgamentos. Meu trabalho é inspirado pela abordagem existencial-fenomenológica, que busca compreender cada pessoa a partir de sua experiência singular, da forma como vivencia o mundo, suas relações, escolhas, angústias e possibilidades.

A terapia pode ser um momento para desacelerar, olhar com mais atenção para o que você está vivendo e construir novas formas de se relacionar consigo mesmo, com os outros e com a própria história. Não trabalho com respostas prontas ou fórmulas universais: acredito que o processo terapêutico se constrói a partir do encontro entre terapeuta e paciente, respeitando o tempo, a história e as possibilidades de cada pessoa.

Atendo adultos e adolescentes que estejam passando por momentos de sofrimento emocional, dificuldades nos relacionamentos, conflitos familiares, questões relacionadas ao trabalho, mudanças e transições de vida, entre outras situações que possam estar tornando a experiência de viver mais difícil.

Meu objetivo é oferecer um espaço em que você possa falar sobre aquilo que está vivendo com liberdade e segurança, buscando compreender sua experiência e encontrar, junto comigo, caminhos possíveis para lidar com ela.

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 80,00

/

50 minutos

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