
Na clinica psicologica percebo um fio condutor que une grande parte das dores humanas contemporâneas: a sensação contínua de estar correndo contra um relógio invisível. O ritmo acelerado do cotidiano e a exigência constante por produtividade e controle têm levado muitas pessoas ao limite de suas capacidades emocionais. O que muitas vezes começa como uma simples inquietação diante das demandas diárias pode gradualmente se transformar em uma teia complexa de ansiedade, sobrecarga e exaustão física e mental.
A preocupação excessiva costuma ser a primeira manifestação desse estado de alerta constante. A mente passa a operar em uma busca ininterrupta por soluções para problemas que sequer aconteceram, antecipando cenários catastróficos em uma tentativa ilusória de garantir segurança. No entanto, tentar prever e controlar cada detalhe do futuro não traz paz; apenas alimenta o esgotamento. Quando esse ciclo de tensão se prolonga sem pausas, o corpo assume o comando da mensagem que a mente tentou ignorar, e é aí que frequentemente surgem as crises de pânico. A crise nada mais é do que um alarme de emergência do organismo, um pico agudo de ansiedade em que a mente interpreta a própria sobrecarga interna como uma ameaça iminente à sobrevivência.
No ambiente de trabalho, esse cenário ganha contornos ainda mais específicos. O burnout profissional se consolida quando a dedicação constante e o estresse crônico devoram os recursos emocionais do indivíduo, substituindo a motivação inicial por um vazio profundo, cinismo e cansaço que nenhum ciclo de sono consegue reparar. Por trás tanto do burnout quanto da ansiedade aguda, reside quase sempre a profunda dificuldade de lidar com a incerteza. Fomos educados para buscar certezas em um mundo inerentemente imprevisível, e a recusa em aceitar a limitação do nosso controle transforma a rotina diária em um campo de batalha exaustivo.
Trabalhar a saúde mental nesse contexto não significa eliminar as obrigações da vida ou viver em um estado permanente de calma inabalável. O verdadeiro processo de cura e regulação emocional passa por aprender a habitar o presente e acolher as fragilidades. Envolve reaprender a impor limites saudáveis às exigências externas e internas, compreender que a incerteza faz parte da existência humana e reconhecer que o corpo precisa de pausas reais para se recompor. Cuidar de si é um ato contínuo de presença, tolerância com os próprios limites e coragem para soltar o peso do que não está sob nosso domínio.
Quem sou eu?
Márcia Cristina Alves Rossi
CRP:

06/91824
Atendimento:
Online
Olá, sou a Psicóloga Márcia Rossi Robis (CRP 06/91824), com 20 anos de experiência profissional clínica e institucuinal.
Ofereço um espaço de escuta acolhedor, livre de julgamentos e com escuta ativa. Juntos, vamos compreender e ressignificar as situações que têm te causado sofrimento emocional.
Através de técnicas próprias da Psicologia, na abordagem Existencial-Humanista, construiremos um caminho com mais sentido, de forma assertiva e confortável para você.
Estou pronta para te ouvir. Vamos iniciar nossa caminhada terapêutica?
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
50 minutos
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