
Em algum momento da vida adulta, muitos de nós escutamos ou dizemos para nós mesmos frases como:
“Eu já devia dar conta disso sozinho.”
“Não quero incomodar ninguém.”
“Se eu pedir ajuda, vou parecer fraco.”
Pedir ajuda, para muitos adultos, não é simples. Pelo contrário: pode gerar vergonha, culpa e até uma sensação de fracasso pessoal. Na infância, pedir ajuda costuma ser algo natural. A criança chora, chama, estende a mão. Ela depende e sabe disso. Mas, ao longo do crescimento, vamos aprendendo que ser adulto é ser independente, forte, produtivo, resolvido. E, pouco a pouco, a ideia de precisar do outro passa a ser vista como um problema.
Na perspectiva winnicottiana, o amadurecimento saudável não significa nunca precisar de ninguém. Pelo contrário: só conseguimos nos tornar verdadeiramente autônomos quando, lá atrás, fomos suficientemente amparados. É o cuidado recebido que nos dá base para existir no mundo com mais segurança. Quando alguém tem muita dificuldade em pedir ajuda, muitas vezes não se trata de orgulho, mas de medo. Medo de depender, de ser rejeitado, de ser um peso, de não ser acolhido. Em alguns casos, pedir ajuda pode reativar experiências antigas em que o outro não estava disponível ou não soube cuidar. Assim, a vida adulta pode se transformar em um grande esforço solitário: a pessoa dá conta de tudo por fora, mas por dentro está exausta, sobrecarregada e, muitas vezes, silenciosamente sofrendo.
Reconhecer que precisamos do outro não nos diminui. Ao contrário, nos humaniza. Ninguém amadurece sozinho. Todos nós, em diferentes momentos, precisamos de um colo simbólico, de escuta, de apoio, de alguém que nos ajude a sustentar o que está pesado demais para carregar só. Talvez o primeiro passo não seja pedir ajuda imediatamente, mas se permitir pensar sobre isso.
🌱 Se você sente que está tentando dar conta de tudo sozinho há tempo demais, talvez seja o momento de se permitir não saber, não conseguir, não aguentar.
A psicoterapia pode ser esse lugar onde pedir ajuda não é fraqueza, mas um gesto de cuidado consigo mesmo. Se esse texto fez sentido para você, fica o convite para refletir e, quem sabe, procurar apoio. Você não precisa atravessar tudo sozinho.
Quem sou eu?

Larissa Sardi Fagiolo Montanher
CRP:

08/25068
Atendimento:
Online
Olá! Me chamo Larissa, sou psicóloga clínica, graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desde 2017. Minha atuação é fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que busca compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, promovendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias para lidar com os desafios da vida.
Realizo atendimentos psicológicos a crianças e adultos, nas modalidades presencial e on-line, oferecendo um espaço de escuta, acolhimento e cuidado, respeitando a individualidade e as necessidades de cada pessoa.
Acredito que cada pessoa carrega consigo uma história única, com sentimentos, experiências e desafios que merecem ser acolhidos com carinho e respeito. Por isso, meu objetivo é oferecer um espaço seguro, leve e livre de julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para falar sobre o que sente e vivencia.
Na psicoterapia, caminhamos juntos em um processo de autoconhecimento, compreensão das emoções e desenvolvimento de recursos para lidar com as dificuldades do dia a dia. Cada etapa é conduzida com escuta sensível, empatia e respeito ao tempo e à individualidade de cada pessoa.
Você não precisa ter todas as respostas para começar. A terapia pode ser um espaço para se conhecer melhor, fortalecer-se emocionalmente e construir novas possibilidades para sua vida.
Valor da Sessão / Tempo de duração



