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A dificuldade de receber amor

Nem sempre o problema é a falta de afeto

9 de jun. de 2026

Gustavo Gonçalves Oliveira

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Psicologia

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Quando falamos sobre relacionamentos, costumamos pensar no medo da rejeição. Mas existe uma dificuldade menos comentada: a de receber amor.

 

Porque, para algumas pessoas, ser amado não é algo simples ou natural. É algo que gera estranhamento, dúvida e, às vezes, até desconforto.Isso acontece porque a forma como aprendemos sobre afeto influencia a maneira como o recebemos na vida adulta. Quem cresceu precisando conquistar atenção, provar valor ou lidar com vínculos instáveis pode acabar desenvolvendo a sensação de que amor é algo que precisa ser merecido.

 

Quando alguém oferece cuidado de forma espontânea, surge a desconfiança: "o que essa pessoa viu em mim?" ou "até quando isso vai durar?".Em muitos casos, a pessoa consegue dar amor com facilidade, mas trava quando está do outro lado. Tem dificuldade em aceitar elogios, acolhimento, ajuda ou demonstrações de carinho. Minimiza o afeto recebido, procura defeitos na relação ou se convence de que o outro está enganado sobre quem ela realmente é.

 

Existe também o medo da vulnerabilidade. Receber amor significa permitir que alguém se aproxime. E quanto maior a proximidade, maior a possibilidade de frustração, perda ou rejeição. Para quem já foi machucado, manter uma certa distância pode parecer mais seguro do que correr esse risco.

 

O paradoxo é que muitas pessoas passam a vida desejando exatamente aquilo que têm dificuldade de aceitar quando aparece.

 

Querem ser vistas, acolhidas e amadas, mas não conseguem acreditar plenamente quando isso acontece.Talvez receber amor seja, em parte, permitir que a imagem que temos de nós mesmos seja questionada. Aceitar que alguém pode enxergar valor onde nós vemos falhas.

 

Que alguém pode permanecer onde esperávamos abandono.E, para algumas pessoas, essa pode ser uma das formas mais profundas de coragem. Não a coragem de amar. Mas a coragem de acreditar que também podem ser amadas.

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Guilherme Santos Novaes

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Sou psicólogo, e minha prática é guiada pela psicologia histórico-cultural, uma abordagem que entende que não existimos isolados de nossa história, das relações que construímos e do contexto em que vivemos. Isso significa que, no nosso trabalho juntos, olhamos não só para o que você sente, mas para as experiências e vivências que moldaram esse sentir.

Atendo adultos em geral, com queixas como ansiedade, depressão, momentos de transição e busca por autoconhecimento, além de ter atenção especial a públicos como universitários e pessoas LGBTQIA+, cujas trajetórias muitas vezes pedem um olhar mais atento às particularidades do que estão vivendo.

Acredito em um espaço terapêutico acolhedor, sem julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para pensar sobre sua própria história e construir, aos poucos, novos sentidos para ela.

Se você sente que é hora de conversar sobre o que está vivendo, será um prazer caminhar junto com você nesse processo.

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