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Mulheres fortes. De onde vem essa força?

9 de set. de 2026

Thaina Lima Pinheiro Teixeira

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Mulher

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Admiramos a mulher forte.

 

Aquela que dá conta, que não desmorona, que sustenta a família, o trabalho, os outros e ainda aparece inteira no dia seguinte. Que quando a vida complica, ela resolve. Que quando alguém precisa, ela está lá. Que parece ter uma reserva inesgotável de presença e capacidade.

Mas raramente alguém para para perguntar: como ela aprendeu a ser assim?

 

Força que nasce de necessidade

 

Porque força nem sempre nasce de escolha. Muitas vezes nasce de necessidade.

A menina que aprendeu cedo que precisava ser o apoio emocional da mãe, que quando a mãe estava mal, era ela quem segurava. A que cresceu num ambiente onde demonstrar fraqueza não era seguro, onde precisar de algo gerava tensão, ausência, punição. A que foi elogiada toda vez que aguentou, e ignorada toda vez que precisou.

Ela aprendeu. E aprendeu bem. Com uma eficiência impressionante, como as crianças aprendem o que precisam para sobreviver no ambiente em que estão.

O problema é que esse aprendizado não some quando a infância acaba. Ele vira identidade.

 

O custo que ninguém contabiliza

 

A mulher que aprendeu a sustentar o outro raramente aprendeu a sustentar a si mesma. Ela sabe segurar a dor de todo mundo. Sabe estar presente quando chamam. Sabe o que os outros precisam antes que eles mesmos saibam.

Mas quando é ela que precisa, trava. Porque ninguém ensinou esse caminho. Porque pedir foi perigoso, ou inútil, ou invisível demais para valer a tentativa.

E então ela continua sendo forte. Porque é o que sabe ser. Porque é o que funciona. Porque é o único jeito que aprendeu de existir no mundo sem ocupar espaço demais ou incomodar.

Até que o corpo diz que não aguenta mais. Até que a exaustão chega num nível que não tem como ignorar. Até que a força que sempre sustentou tudo começa a rachar por dentro.

 

Uma distinção que importa

 

Não estou dizendo que sua força não é real. Ela é. E não estou dizendo que você precisa deixar de ser forte.

Estou dizendo que vale se perguntar de onde ela veio.

Se ela nasceu de um lugar de abundância, de quem se conhece, de quem se cuida, de quem escolhe estar presente porque quer e pode, essa é uma força que sustenta. Que se renova. Que não cobra o preço que a outra cobra.

Mas se ela nasceu de sobrevivência, de quem aprendeu que precisar era perigoso, que cuidar dos outros era mais seguro do que se cuidar, que ser forte era a única forma de ser aceita, essa força, com o tempo, adoece. Não porque seja falsa. Mas porque foi construída sobre uma base que nunca foi cuidada.

Jung chamaria isso de persona construída em cima de uma ferida, uma adaptação tão eficiente que virou identidade, mas que esconde, por baixo, uma criança que ainda está esperando que alguém pergunte como ela está.

 

A mulher que existe do outro lado

 

Existe uma versão de você que é forte e também se permite ser cuidada. Que sustenta e também é sustentada. Que dá conta e também descansa sem culpa.

Essa mulher não é uma versão mais fraca. É uma versão mais inteira.

E ela começa a aparecer quando você para para se olhar. Para perguntar, com honestidade: essa força me pertence ou eu a construí para sobreviver?

Essa pergunta não tem resposta rápida. Mas fazer ela já move algo.

 

E se você sente que quer explorar essa pergunta com acompanhamento, num espaço onde você finalmente pode não precisar ser forte, me encontre aqui abaixo.

Thainá

Quem sou eu?
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Lara Camino Meloni

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Atendimento:

Presencial, Online

Olá! Meu nome é Lara e sou formada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Psicologia Analítica. Atualmente estou cursando uma pós-graduação em Psicologia Clínica e um Aprimoramento em Atendimento Clínico pela PUC.

Atuo como psicoterapeuta nas modalidades online e presencial em São Paulo com experiência em atendimento para crianças, adultos e idosos nos temas de transtorno alimentar, ansiedade, depressão, luto e dificuldades no trabalho e nos relacionamentos. Também tenho dedicado leituras focadas para o desenvolvimento e saúde mental das mulheres.

Desde que comecei a faculdade sempre fui engajada com muitos projetos:

- Participei do grupo de Neurociência da Educação do Mackenzie auxiliando em pesquisas de mestrado e doutorado e da escrita de capítulos de livros com professores;
- Apresentei uma iniciação científica em um Congresso de Neurociência;
- Fiz parte de grupos de estudo como fenomenologia, psicologia e cinema e psicologia analítica;

Depois de formada:
- Atendi por dois anos casos de psicoterapia e de triagem;
- Atuei como redatora com foco na produção de conteúdos de psicologia;
- Estruturei cursos na área da psicologia analítica;
- Conclui a certificação em Práticas em Orientação Profissional Clínica;

Estou muito animada para te conhecer!
Aqui você tem um espaço de muito acolhimento: vamos dialogar?

Valor da Sessão / Tempo de duração

R$ 60,00

/

50 minutos

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