
Existem teorias psicológicas que atribuem a função materna um papel importante na constituição do sujeito. São teorias de Winnicott, Melanie Klein, Spitz, etc. que reforçam a ideia que é preciso desempenhar bem essa função. Quando digo função materna não é necessariamente a mãe biológica, mas alguém que assuma a relação de afeto, o olhar e os cuidados com o bebê.
Podemos citar desde os cuidados básicos com o lactante como alimentar, aquecer no frio, banhar, limpar, mas não apenas isso. É necessário que se passe ao bebê a sensação de aconchego, conforto, afeto, carinho e amor. O toque ou contato (que é também com tato) é mais que pegar; é, sobretudo, delimitar um corpo e torná-lo erógeno. Tocar o neném em seu braço, rosto, cabelo é, acima de tudo, mostrar-lhe sua existência no mundo como um ser que possui um corpo.
O olhar para o bebê é o que demarca sua importância para a família e o lugar que ele ocupa nela. Refiro-me ao olhar que trasborda o amor, a estima, a alegria do descobrimento do mundo pela criança; é o que transmite segurança e autoconfiança para ela. É um olhar que mostra a dedicação, o apoio e o valor dessa criança para seus responsáveis, por fim.
Há estudos feitos em hospitais com bebês pré-maturos, internados em UTI, que comprovam que eles se recuperam mais rápido cuja presença da mãe é regular, provida com toque, carinho e conversas com seu filho. Existem, inclusive, psicólogos que trabalham em UTI neonatal que incentivam e reforçam a importância dessa relação mãe-bebê nesse período difícil para ambos.
O que pode parecer inútil e descabido como conversar com um recém-nascido, ou dizer a ele que possui um corpo ou mesmo colocá-lo no colo para deixar transparecer o aconchego, é sem dúvida, mostrá-lo que na relação com sua mãe há amor. O que importa é fazê-lo sentir o afeto, já que o corpo de um bebê há tantas sensações.
Outro fato que vale ressaltar é qual foi o imaginário dessa criança para os pais, ou em outras palavras, o que esperavam dele antes mesmo de nascer. Foi planejado? Foi esperado? Foi amado desde o período em que estava na barriga da mãe? Isso vai delimitar o lugar que o bebê ocupa na família, bem como o valor que tem para ela.
Enfim, não basta ser mãe cuidadora, porque isso qualquer pessoa pode fazer. O que tem valor são todos os ingredientes que já citamos anteriormente como o olhar, o afeto, o carinho, o aconchego, o toque, a presença, a segurança, etc. Isso sim é o que faz a diferença na relação mãe-bebê.
Quem sou eu?

Guilherme Santos Novaes
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Sou psicólogo, e minha prática é guiada pela psicologia histórico-cultural, uma abordagem que entende que não existimos isolados de nossa história, das relações que construímos e do contexto em que vivemos. Isso significa que, no nosso trabalho juntos, olhamos não só para o que você sente, mas para as experiências e vivências que moldaram esse sentir.
Atendo adultos em geral, com queixas como ansiedade, depressão, momentos de transição e busca por autoconhecimento, além de ter atenção especial a públicos como universitários e pessoas LGBTQIA+, cujas trajetórias muitas vezes pedem um olhar mais atento às particularidades do que estão vivendo.
Acredito em um espaço terapêutico acolhedor, sem julgamentos, onde você possa se sentir à vontade para pensar sobre sua própria história e construir, aos poucos, novos sentidos para ela.
Se você sente que é hora de conversar sobre o que está vivendo, será um prazer caminhar junto com você nesse processo.
Valor da Sessão / Tempo de duração
R$ 40,00
/
50 minutos
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