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Amamos a partir de nossa singularidade

19 de mai. de 2026

Larissa Oliveira Silva

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Mulher

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Amamos sempre a partir de um lugar singular. Não há amor que não passe pela forma única como cada sujeito foi marcado pelas palavras que recebeu, pelos vínculos que o constituíram e pelos limites que encontrou ao longo de sua história.

O amor se faz, antes de tudo, através dessas palavras que nos atravessam — algumas herdadas, outras inventadas, muitas delas inscritas no corpo e na memória. Em certos momentos, elas encontram abrigo na escrita: em uma carta, em um texto longo no WhatsApp, em tentativas de dizer o que insiste em não caber totalmente.

Mas há momentos em que as palavras pedem mais. Pedem a fala, a presença, o ato. Pedem um encontro que não se sustenta apenas no escrito, mas que exige o risco de se colocar diante do outro.

Como escreveu Clarice Lispector: “Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser: eis os limites de minha possibilidade.” O amor toca justamente esse ponto de limite — onde a singularidade de cada um se faz sentir e onde não é possível tudo dizer, tudo compreender ou tudo oferecer.

Reconhecer a singularidade no amor é também reconhecer a posição subjetiva que ocupamos nas relações. E, a partir disso, talvez possamos abrir espaço para outras formas de se relacionar, menos idealizadas e mais implicadas com aquilo que cada um pode, de fato, sustentar.

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