
Anel, sapato e amor, quando apertam demais, podem estar no lugar errado (ou na pessoa errada).
Crenças de Desvalor - Abandono
19 de mai. de 2026
Marcos Vinicius Soares dos Santos
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Às vezes, você não tem medo de se separar do seu cônjuge, de terminar aquela amizade ou de finalizar determinado vínculo porque aquela pessoa seja, necessariamente, tão especial assim.
Talvez o seu maior medo seja ficar sozinho.
Durante a sua história de vida, enquanto você se constituía como sujeito, podem ter existido experiências de abandono, rejeição ou de sentir-se deixado de lado. E isso, muitas vezes, contribui para a formação de uma crença de desvalor sobre si mesmo.
A partir disso, você começa a acreditar que precisa tolerar tudo, aceitar tudo, estar sempre disponível e dizer “sim” o tempo inteiro para que as pessoas permaneçam na sua vida.
Então você se submete a situações desconfortáveis, incômodas e até dolorosas para não perder vínculos que, muitas vezes, sequer te fazem bem.
Porque, na sua percepção, o medo da solidão parece maior.
Mas perceba uma coisa: essa crença rígida faz você focar apenas nas experiências em que foi deixado.
Você passa a enxergar a exceção como regra.
E, enquanto isso, desconsidera todas as vezes em que foi escolhido.
Você desconsidera as amizades construídas apenas pela sua presença.
Desconsidera que alguém se apaixonou pelo seu jeito, pela sua essência, pelo seu carisma, pela sua individualidade.
Desconsidera os convites, os encontros e os afetos que surgiram simplesmente por quem você é.
Nem todo vínculo precisa ser sustentado por esforço excessivo, anulação ou sofrimento.
Racionalize. Coloque na balança. Observe os fatos para além do medo.
Talvez você perceba que é muito mais querido pelo que é, e não pelo quanto suporta, tolera ou se sacrifica.
Porque anel, sapato e amor quando apertam demais, provavelmente estão no lugar errado (ou na pessoa errada).




